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Membro do AKP demite-se após avisar para guerra civil na Turquia

© Umit Bektas / Reuters

Um membro do partido AKP, no poder na Turquia, apresentou esta quinta-feira a sua demissão depois avisar para uma eventual "guerra civil" caso a reforma constitucional seja rejeitada no referendo previsto para abril.

O incidente ilustra a tensão na Turquia, dois meses antes da consulta popular sobre aquela reforma que aumenta os poderes do Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusado pelos seus críticos de autoritarismo.

"Se não ultrapassarmos os 50%, se não ganharmos o referendo, devemos estar preparados para uma guerra civil", disse Ozan Erdem, vice-líder do AKP na província de Manisa.

A declaração provocou um alvoroço, com a oposição a acusar as autoridades de levantar o espectro do caos e adotar uma retórica ameaçadora.

Ozan Erdem apresentou hoje a demissão, afirmando que a suas declarações foram distorcidas.

"As minhas afirmações foram apresentadas de uma forma que não refletem aquilo que quis dizer", afirmou, citado pela agência de notícias Dogan.

A reforma constitucional desejada pelo Presidente Erdogan desencadeou uma apaixonada discussão política na Turquia, incluindo situações de conflito no parlamento.

O novo texto transfere o poder executivo para o chefe de Estado, que também poderá passar a intervir no campo legal.

Os líderes turcos acreditam que aquela reforma é necessária para dar à Turquia um Presidente forte, capaz de lidar com os desafios económicos e de segurança.

A oposição política defende que a reforma vai dar muito poder a Recep Tayyip Erdogan, a quem acusam de autoritarismo, especialmente desde a falhada tentativa de golpe de Estado em julho.

Lusa

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