sicnot

Perfil

Mundo

Tunísia prolonga estado de emergência

© Zoubeir Souissi / Reuters

O Governo da Tunísia decidiu esta quinta-feira prolongar por mais três meses o estado de emergência imposto em novembro de 2015, depois do último atentado.

O ministro da Defesa, Farhat Horchani, já tinha assegurado esta semana que o nível de ameaça terrorista se mantinha, devido à instabilidade política e à guerra na Líbia, com quem faz fronteira a sul.

Os serviços de informação locais acreditam que a maior parte dos líderes do ramo da Líbia do grupo extremista Daesh são procedentes de movimentos islamitas radicais tunisinos, como o "Ansar al Sharia" e o grupo "Oqba bin Nafaa".

Na quarta-feira, o primeiro-ministro tunisino, Youssef Chahed, deu a entender que aquela poderá ser a última renovação do estado de emergência, que restringe direitos individuais e sociais, e que Zinedin el Abedin Bem Ali, o ditador deposto em 2011, utilizava como instrumento de repressão.

A Tunísia sofreu graves atentados terroristas em 2015, que provocaram a morte a 72 pessoas, 60 das quais estrangeiros.

Segundo dados do Governo, cerca de 5.000 tunisinos juntaram-se a grupos radicais islâmicos no estrangeiro, o que torna o país no primeiro exportador mundial de combatentes.

Lusa

  • BE acusa direita de bloquear atual comissão à CGD
    1:37

    Caso CGD

    O Bloco de Esquerda acusa a oposição de estar a fazer tudo para impedir as conclusões da comissão de inquérito sobre a Caixa Geral de Depósitos que está em curso. Numa altura em que PSD e CDS já entregaram o requerimento para avançar com uma segunda comissão, Catarina Martins defende que ainda há muita coisa por apurar sobre o processo de recapitalização do banco público.

  • Visita de Costa a Angola pode estar em risco
    2:26

    País

    A visita de António Costa a Luanda poderá estar em risco devido à acusação da justiça portuguesa contra o vice-Presidente de Angola. O jornal Expresso avança que o comunicado com a reação dura do Governo angolano é apenas o primeiro passo e que pode até estar a ser preparado um conjunto de medidas contra Portugal. Para já, o primeiro-ministro português desvaloriza a ameaça e mantém a visita marcada para a primavera.