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Milhares de pessoas manifestaram-se contra corrupção no Peru e Panamá

© Guadalupe Pardo / Reuters

Milhares de pessoas manifestaram-se na quinta-feira no Panamá e Peru contra a corrupção, nomeadamente contra o caso que envolve subornos da empresa brasileira Odebrecht.

A manifestação na capital peruana, Lima, foi convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores do Peru (CGTP), a maior central sindical do país, para exigir justiça e expressar o seu descontentamento contra os ex-presidentes Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2001-2006) e Ollanta Humala (2011-2016), em cujos mandatos tiveram lugar os subornos.

Os mais de 2.000 manifestantes tinham cartazes contra a maioria dos líderes políticos do país com a intenção de que a Procuradoria-geral investigue o caso até às últimas consequências. Na manifestação participaram políticos esquerdistas, incluindo a ex-candidata presidencial às últimas eleições, Verónika Mendoza.

Outro dos participantes foi o ex-candidato presidencial Gregorio Santos, eleito governador da nortenha região de Cajamarca, e investigado pelo Ministério Público por alegados crimes de corrupção passiva e conluio contra o Estado e criminosa conspiração detrimento da sociedade.

A manifestação também foi apoiada por numerosas organizações sociais e grupos sociais como a plataforma que organizou protestos nas últimas eleições contra a candidata Keiko Fujimori, filha do ex-presidente preso Alberto Fujimori (1990-2000).

Responsáveis da Odebrechet confessaram ter pagado 29 milhões de dólares (cerca de 27 milhões de euros) em subornos a funcionários peruanos entre 2005 e 2014.

Até à data, o ex-presidente Toledo é a mais alta figura política peruana acusada no caso Odebrecht, sendo alvo de um mandado de captura internacional por alegadamente ter recebido 20 milhões de dólares em subornos em troca de favores à empresa brasileira num concurso público.

Também no Panamá, milhares protestaram na quinta-feira por causa do caso dos subornos pagos pela empresa brasileira em troca de contratos públicos.

"Não mais governos de ladrões e corruptos", lia-se em alguns dos cartazes dos manifestantes que seguiram desde o centro da capital até ao edifício do Congresso.

"O objetivo da manifestação é exigir que os corruptos em todos os partidos e os empresários sejam investigados, para que possam devolver o dinheiro e ir para a cadeia", disse à AFP Saul Mendez, um líder de um sindicato da construção que fazia parte da organização.

Segundo documentos publicados a 21 de dezembro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht terá alegadamente pagado subornos relativamente a mais de uma centena de projetos em 12 países da América Latina e África, de aproximadamente 788 milhões de dólares norte-americanos.

Em causa Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Perú e Venezuela.

Lusa

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