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Presidente das Filipinas recusa acusações sobre desvio de fundos públicos

© Ezra Acayan / Reuters

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, negou esta sexta-feira as afirmações do senador Antonio Trillantes que o acusou de esconder elevados montantes de "dinheiro negro" e prometeu demitir-se caso sejam apresentadas provas.

"Se Trillanes provar a acusação de que acumulei ilegalmente dois mil milhões de pesos (45 milhões de euros) ou se na minha conta bancária constar apenas um depósito de 500 milhões de pesos (9,3 milhões de euros) apresento a demissão imediatamente", afirma Duterte através de um comunicado.

O chefe de Estado diz também que Trillanes, um dos políticos mais críticos das Filipinas, deve recorrer aos tribunais e apresentar uma queixa acrescentando que o senador "deve deixar de abrir a boca porque não tem nada para dizer".

O senador Trillanes acusou na quinta-feira o presidente das Filipinas de desvio de dinheiros públicos, entre 2005 e 2006, que se encontram em contas bancárias "não declaradas" exigindo que o chefe de Estado deve mostrar "todo o historial bancário".

O senador divulgou documentos de registo das supostas contas bancárias de Duterte relativas ao período 2005/2006, quando o atual chefe de Estado filipino era presidente da Câmara de Davao, no sul do país.

Os três filhos do chefe de Estado e a atual mulher, Honeylet Avanceña, também constam das alegadas contas bancárias apresentadas por Trillanes.

O chefe de Estado afirmou que os documentos exibidos por Trillanes "só provam ignorância" sobre questões bancárias acrescentando que os registos dos depósitos em nome da mulher são completamente legais porque provêm da atividade de Honeylet Avanceña como empresária.

Na campanha a candidato à vice-presidência das Filipinas, em maio de 2016, Trillanes já tinha denunciado que Duterte tinha acumulado elevadas somas de dinheiro não declarado.

"Isto na verdade é um assunto antigo. Já respondi a esta acusação antes de eu ter sido nomeado como presidente", disse ainda Duterte sublinhando que não cometeu qualquer ato ilícito quando era candidato.

Lusa

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