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Vida discreta de Kim Jong-nam em Macau não o protegeu de Pyongyang

Shizuo Kambayashi

A vida discreta de Kim Jong-nam em Macau, distante da opulência gozada pelo irmão, Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, não foi suficiente para evitar que Pyongyang o visse como competição ao "trono" da família.

Amigos de Kim em Macau descreveram esta semana um homem que jantava fora com relativa liberdade, apesar do chefe dos serviços secretos sul-coreano dizer que havia uma "ordem permanente" para a sua execução, emitida por Kim Jong-un.

A alegada ordem do seu irmão foi esta semana cumprida, segundo Seul, quando Kim Jong-nam foi assassinado num aeroporto na Malásia, vítima de envenenamento.

Quem o conhecia em Macau, descreve um homem que vivia com pouco escrutínio e pouca segurança, e que não se mostrava particularmente cuidadoso.

"Acho que não era simplesmente do seu feitio", um amigo disse ao jornal de Hong Kong South China Morning Post, notando que Kim não tinha guarda-costas quando estava em Macau ou no estrangeiro.

"Tinha uma vida relaxada aqui. Obviamente sentia-se protegido pela China. Macau combinava com a sua personalidade. Apreciava a vida e as coisas boas dela. Macau ofereceu-lhe segurança e entretenimento. Era muito bem-disposto", descreveu o amigo.

A AFP visitou esta semana o apartamento onde Kim terá vivido em Macau, descrevendo-o como "ligeiramente monótono".

Residentes falantes de cantonês negaram conhecer o homem que foi educado na Europa e dividia o seu tempo entre Paris, China e Macau.

Lusa

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