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Maduro pede a Donald Trump que não apoie políticas contra a Venezuela

Reuters

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu no domingo ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que não se deixe levar por políticas "equivocadas" contra o país.

"Presidente Donald Trump, fala-lhe um revolucionário, guerreiro, combatente, que não comunga com as suas doutrinas económicas, sociais e políticas, mas que entende que você ganhou de maneira contundente à ex-candidata Hillary Clinton, que você é o Presidente dos Estados Unidos, e que lhe estão a impor todas as políticas fracassadas e ilegais da era de (Barack) Obama e da era de (George W.) Bush contra a Venezuela", disse.

Nicolás Maduro falava durante o programa radiofónico e televisivo "Em Contacto com Maduro", transmitido pela televisão estatal venezuelana, durante o qual fez referência às recentes sanções económicas impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos contra o vice-presidente venezuelano, Tarek El Aissami."A Venezuela quer relações de respeito, num quadro de igualdade, relações de comunicação, de diálogo e de paz com os Estados Unidos", disse.

Maduro advertiu Trump que "milhões de dólares" estão a ser pagos pelo Departamento de Estado para o "conduzir a uma política equivocada contra a Venezuela".

"Nós somos homens de paz, de concórdia. Abra os olhos, não se deixe manipular por políticas contra a Venezuela", disse.Por outro lado, anunciou que autorizou o vice-presidente a avançar com todas as ações legais em tribunais nacionais e internacionais, incluindo os Estados Unidos, para enfrentar as acusações, sublinhando que "temos a razão e temos as provas do nosso lado".

"Eu autorizei-o (a Tarek El Aissami) a processar quem ousar levantar infâmias (...), que exerça o direito de defender a sua honra e da sua família. É um homem honesto, lutador, guerreiro, que propiciou os golpes maiores (...) que se deram contra o narcotráfico em toda a história da Venezuela", disse.A 13 de fevereiro os Estados Unidos impuseram sanções financeiras contra o número dois do regime, o vice-Presidente Tarek El Aissami, que acusam de ter "facilitado a entrega de drogas" em troca de pagamentos.

As sanções são o "culminar de vários anos de investigação aos principais traficantes de drogas para os Estados Unidos e demonstram que a influência e o poder não protegem aqueles que se envolvem em atividades ilegais", refere, em comunicado, o Departamento do Tesouro.Tarek El Aissami, 42 anos, um dos líderes mais influentes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), no poder desde 1999, foi nomeado para a vice-presidência do país em janeiro.

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