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Porque tantas pessoas assumiram que a mãe asiática era a ama?

Rita Ferro

Jornalista

Um professor caucasiano estava a ser entrevistado pela BBC sobre as relações entre a Coreia do Norte e do Sul quando os dois filhos entraram na sala seguidos de uma mulher asiática que tentou salvar a situação. Todos pensaram que era a ama.

É possível que já tenha visto este vídeo que se tornou viral na semana passada. No Twitter e no Facebook, imediatamente começaram a chover criticas porque a "ama" parecia assustada e temer, depois do episódio, pelo seu posto de trabalho.

Um artigo de Time.com chegou a chamá-la de "ama frenética" e um tablóide britânico de "ama horrorizada". O mundo pensou que a mulher no vídeo era a ama e afinal é Jung-a Kim, coreana, mulher do professor e mãe das crianças em questão.

A dúvida, ou preconceito, é fácil de explicar mas, para muitos, inaceitável nos tempos de hoje. Parece existir um estereótipo em que as mulheres asiáticas [e africanas] são vistas como subservientes, obedientes a algum tipo de poder.

A história não é nova. Uma mulher negra chegou a escrever um artigo a falar sobre o que sentia quando levava as filhas ao parque e lhe perguntavam "há quanto tempo trabalha para a família?"

Há alguns anos atrás, Nicole Blades escreveu um artigo para o já extinto site xoJane artigo intitulado "Não! Eu não sou a ama, sou apenas uma mãe negra, obrigada." No texto incentivava os leitores de famílias mestiças a usar o hashtag #notthenanny para alertar para o preconceito. Hashtag que voltou a ser recordado e utilizado agora nas reações ao vídeo da BBC.

Depois do episódio, o pivô da NBC pediu autorização a Robert E. Kelly no Twitter para publicar o momento.

O que isso significaria? Voltar a passá-lo na BBC TV, ou apenas aqui no Twitter? Este tipo de coisa é daquelas que vai 'viral' e se torna estranho?

Mal sabia o professor que este vídeo iria correr o mundo e causar tanta discussão.

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