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Candidato presidencial francês Emmanuel Macron investigado por "favoritismo"

O Ministério Público de Paris abriu uma investigação ao candidato presidencial francês Emmanuel Macron por alegado favoritismo na organização, em 2016, de um encontro com empresários franceses em Las Vegas, Estados Unidos, indicaram fontes judiciais às agências internacionais. Na altura, Macron era ministro da Economia do então governo do socialista Manuel Valls.

A reunião em questão aconteceu a 06 de janeiro de 2016, quando Macron se encontrou com responsáveis de diversas empresas emergentes francesas no Consumer Electronics Show (CES), evento que decorria naquela cidade norte-americana.


Segundo revelou no passado dia 07 de março o semanário satírico Le Canard Enchaîné, a iniciativa foi atribuída, sem concurso prévio, ao grupo Havas pela Business France, organismo de promoção da tecnologia francesa tutelado pelo Ministério da Economia, então liderado por Macron. O custo total do evento ascendeu aos 381.759 euros, dos quais 100.000 euros foram canalizados para alojamento.


Fontes judiciais precisaram à agência noticiosa espanhola EFE que a investigação foi aberta após anomalias detetadas pela Inspeção-Geral de Finanças nos termos da organização daquele evento, designado na altura como "French Tech Night".


As investigações foram atribuídas ao gabinete central de luta contra a corrupção e as infrações financeiras e fiscais, de acordo com a emissora France Inter, e vão determinar se a Business France podia ter escolhido o grupo Havas sem concurso.


No dia em que foi divulgado este caso, o candidato centrista Emmanuel Macron, que nos últimos dias chegou a estar à frente nas intenções de voto dos franceses na primeira volta das presidenciais, afirmou que quando estava no Ministério da Economia sempre respeitou as regras, mas pediu uma verificação dos factos. Salientando, no entanto, que não está preocupado com tais suspeitas.


As presidenciais em França têm estado envolvidas em várias polémicas. Hoje, o candidato da direita às presidenciais, François Fillon, foi acusado de uso indevido de fundos públicos no processo sobre alegados empregos fictícios para a mulher e dois filhos.


No domingo passado, Fillon viu-se envolvido num novo escândalo relacionado com a entrega de fatos por medida no valor de 48.500 euros.
A primeira volta das presidenciais francesas realiza-se em 23 de abril e a segunda em 07 de maio.

Lusa

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