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Angelina Jolie sublinha "importância crucial" do internacionalismo no mundo

© Denis Balibouse / Reuters

A atriz norte-americana Angelina Jolie sublinhou esta quarta-feira a "importância crucial" que o internacionalismo tem no mundo e defendeu o aprofundamento do papel de organizações como a ONU face a "patriotismos egoístas".

A enviada especial do alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados foi esta quarta-feira, em Genebra, na Suíça, a principal oradora na conferência anual da Fundação Sérgio Vieira de Mello, que recorda o diplomata brasileiro que morreu em Bagdade em 2003, juntamente com mais 21 pessoas, num ataque terrorista contra instalações da ONU, quando era enviado especial das Nações Unidas no Iraque.

Angelina Jolie definiu-se como internacionalista (partidária de uma corrente que advoga maior cooperação política e económica entre nações em prol de um bem comum) e sustentou que a única solução para o mundo, que disse atravessar uma mau momento, é aprofundar "a diplomacia, o diálogo e o entendimento".

A atriz assinalou o número recorde de deslocados no mundo e a expansão do "patriotismo egoísta", lamentando as "novas guerras" após "antigos conflitos não resolvidos" e o "aumento do nacionalismo, do medo e do ódio".

"Sou uma norte-americana orgulhosa, mas também uma internacionalista. Todos os que defendem os direitos humanos são-no", frisou.

Sem citar o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a artista apontou "o aumento do nacionalismo mascarado de populismo", a "emergência de políticas que defendem o medo e o ódio" e o aparecimento de "políticos eleitos parcialmente, na base do desprezo de instituições internacionais e de outros países".

Esta semana, Donald Trump voltou a ameaçar com o corte de fundos para a ONU.

Lusa

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