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Dia de eleições na Holanda, teste ao populismo na Europa

Geert Wilders, o "Trump" holandês, já votou.

REMKO DE WAAL

O mundo está de olhos postos nas legislativas holandesas, tidas como uma espécie de barómetro para o que poderá acontecer na Alemanha ou em França. O primeiro-ministro e o líder da extrema-direita já votaram.

Última atualização às 10:31

Os líderes dos dois partidos que lideravam as intenções de voto nas legislativas da Holanda, o primeiro-ministro, Mark Rutte, e o dirigente de extrema-direita Geert Wilders, votaram esta manhã em Haia.

À saída da assembleia de voto, Rutte disse que há discursos populistas que criam problemas em vez de encontrar soluções.

Rutte enquadrou a votação como uma escolha entre continuidade e caos, descrevendo-se como o guardião da recuperação económica da nação de 17 milhões de habitantes, e referindo-se a Wilders como um radical de extrema-direita que não está preparado para tomar decisões difíceis.

Geert Wilders tinha votado antes. O candidato da extrema-direita disse aos jornalistas no local que considera que o partido "deixou uma marca nas eleições".

A eleição holandesa é vista por analistas como um importante indicador do comportamento dos eleitores quanto aos movimentos populistas, depois do referendo que ditou a saída do Reino Unido da União Europeia e da eleição de Donald Trump para a Casa Branca e a poucos meses das presidenciais em França (abril e maio) e das legislativas na Alemanha (setembro).

Susana Frexes, enviada da SIC a Haia, diz que para muitos holandeses o líder do Partido da Liberdade, Geert Wilders, é uma espécie de voz de protesto contra algumas políticas de austeridade, contra os políticos e contra Bruxelas.

O jornalista Tiago Carrasco disse à SIC que em Amsterdão a afluência às urnas às primeiras horas da manhã foi elevada, sendo depois mais reduzida após o início do horário laboral. As urnas abriram às abriram às 7:30 e encerram às 20h00 (horas locais, menos uma em Lisboa).

A última semana da campanha ficou marcada por uma crise diplomática com a Turquia devido à recusa da Holanda de permitir que dois ministros turcos participassem em comícios junto da comunidade turca pelo "sim" no referendo que vai reforçar os poderes do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Com Lusa

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