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Rex Tillerson sugere uma estratégia mais forte para lidar com Coreia do Norte

O secretário de Estado norte-americana, Rex Tillerson, sugeriu uma estratégia mais forte para lidar com a ameaça nuclear norte-coreana, mas disse que Pyongyang não tem razões para recear os EUA.

As declarações de Tillerson, feitas no Japão, no início de uma viagem a três países asiáticos, representam uma alternação entre mensagens ameaçadoras e tranquilizadoras, que sugere que a Casa Branca ainda está a formular uma política clara.

Tillerson não detalhou o que incluiria uma "abordagem diferente" da Casa Branca à Coreia do Norte, mas salientou que 20 anos de "esforços diplomáticos e outros" falharam na dissuasão do isolacionista governo comunista de desenvolver o seu programa nuclear, que considerou ser "uma ameaça sempre crescente".

Falando ao lado do ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Fumio Kishida, Tillerson lembrou a antiga pretensão dos EUA de a Coreia do Norte "abandonar os programas de mísseis balísticos e nuclear e evitar mais provocações".

O dirigente norte-americano acrescentou que a sua visita à Ásia foi concebida para "trocar opiniões sobre uma nova abordagem", dando eco a comentários de analistas em Washington, que têm dito que Donald Trump quer examinar todas as opções -- incluindo militares -- para interromper o programa de armamento norte-coreano antes que possa desenvolver um míssil com capacidade de transportar uma arma nuclear e alcançar os EUA.

Mas se as palavras de Tillerson destinavam-se a avisar Pyongyang, ele rapidamente mudou, ao declarar que "a Coreia do Norte e o seu povo não precisam de recear os EUA ou os seus vizinhos na região que apenas pretendem viver em paz com a Coreia do Norte".

A viagem de Tillerson, que também inclui a Coreia do Sul e a China, realiza-se quando a Casa Branca está a fazer uma revisão generalizada da política norte-americana em relação à Coreia do Norte. Sugestões feitas por Tillerson e outros dirigentes relativas a uma nova direção têm alimentado especulações que os EUA podem enfatizar o recurso a opções militares, o que tem sido evitado pelas presidências anteriores.

Lusa

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