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Tiroteio em Grasse foi "ato de jovem fascinado por armas"

© Eric Gaillard / Reuters

O tiroteio que esta quinta-feira provocou uma dezena de feridos num liceu em Grasse, sudeste de França, foi "um ato enlouquecido de um jovem frágil fascinado por armas de fogo", afirmou a ministra da Educação francesa, Nadjat Vallaud-Belkacem.

Pouco tempo antes das declarações da ministra, o presidente francês, François Hollande, tinha descartado quaisquer motivações terroristas na origem do tiroteio. De acordo com Vallaud-Belkacem, que falava no decorrer de uma visita ao local do crime, o tiroteio causou ferimentos de bala em quatro pessoas.

Outras dez pessoas ficaram afetadas psicologicamente ou sofreram ferimentos ligeiros (por causa de empurrões nos momentos de pânico), pelo que tiveram de ser atendidas num centro hospitalar.

A ministra classificou como "heroica" a atuação do diretor do liceu, que "se lançou sobre o aluno", tendo sido atingido e ficado com "um ferimento de bala no braço".

Entretanto, a procuradora de Grasse, Fabienne Atzori, afirmou que o adolescente que disparou sobre os seus colegas poderia ter um rancor antigo pelos companheiros de escola.

Os motivos do atirador, disse Fabienne Atzori, "parecem estar associados ao seu mau relacionamento com os outros estudantes". A procuradora também disse que o jovem está detido pela polícia e enfrenta pelo menos uma acusação de homicídio na forma tentada.

As autoridades francesas detiveram esta quinta-feira de manhã o aluno, de 17 anos, que tinha várias armas na sua posse: uma espingarda, duas pistolas e duas granadas. O aluno parece ter agido sozinho, apesar de as autoridades terem admitido inicialmente a hipótese de uma segunda pessoa estar em fuga.

O Governo francês emitiu um alerta sobre o ataque, no âmbito de um sistema implementado após os ataques terroristas de Paris em novembro de 2015.

Todas as escolas de Grasse foram temporariamente encerradas, anunciou na rede social Twitter o reitor de Nice, Emmauel Ethis.

França mantém o estado de emergência, na sequência dos atentados de Paris e de Nice, no ano passado.

Lusa

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