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UE volta a advertir Turquia de que com pena de morte não haverá adesão 

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, reafirmou hoje que o restabelecimento da pena de morte na Turquia, que Ancara admite, impede uma adesão do país à União Europeia (UE).

"Se a pena de morte for reintroduzida na Turquia, isso levará ao fim das negociações (...) É uma linha vermelha", disse Juncker à edição de domingo do tabloide alemão Bild.


O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse no sábado esperar que o parlamento aprove a reinstauração da pena de morte após o referendo constitucional de 16 de abril, que reforça os poderes presidenciais.


Jean-Claude Juncker recusou no entanto suspender desde já as negociações com a Turquia, que se arrastam há anos.


"É uma falsa questão. Não faz sentido querer acalmar as coisas suspendendo negociações que de qualquer maneira não se estão a realizar", disse.


Se a adesão da Turquia fracassar, isso dever-se-á não aos europeus, mas "à falta de vontade dos turcos de aplicar os padrões europeus"", disse.


O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Sigmar Gabriel, afirmou numa entrevista à Der Spiegel também publicada este fim de semana que "a adesão da Turquia à UE está mais distante que nunca" e que Bruxelas devia enveredar por um processo que conduzisse a uma parceria reforçada, comparável ao futuro estatuto do Reino Unido após a saída da UE.

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