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Ladrões de papel higiénico na China sofrem um revés tecnológico

© Lucas Jackson / Reuters

Para acabar com os roubos de papel higiénico nas casas de banho públicas, a China tem um aliado tecnológico: dispositivos de reconhecimento facial que racionam a quantidade atribuída a cada utilizador.

Os visitantes do Templo do Céu, em Pequim - um conjunto de templos património da UNESCO - que entram agora na casa de banho pública são recebidos por uma voz eletrónica: "Bem-vindo! Por favor coloque-se na zona de reconhecimento facial".

Só assim, depois de o visitante se deixar "digitalizar" por uma das seis máquinas instaladas, é que lhe são fornecidos 60 centímetros de papel higiénico. Nem mais nem menos.

E não há como enganar a máquina. Se o utilizador se apresentar perante o ecrã menos de 9 minutos depois, a voz robótica diz: "por favor, tente mais tarde".

Estes aparelhos apareceram no passado fim de semana neste emblemático local no sul de Pequim. Há vários anos que a direção tentava pôr cobro a estes roubos constantes e a solução foi apresentada pela empresa de tecnologia Shoulian Zhineng.

"A ideia pareceu um pouco absurda ao início mas depois constatámos que o nível de desperdício era de facto muitto elevado", explicou à AFP um dos responsáveis pela máquina que custa cerca de 800 euros.

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