sicnot

Perfil

Mundo

Autoridade eleitoral turca rejeita recursos da oposição a exigir a anulação do referendo

Yagiz Karahan

O Alto Conselho Eleitoral (YSK) da Turquia rejeitou esta quarta-feira os recursos apresentados pela oposição a exigir a anulação do referendo de domingo sobre o reforço dos poderes do Presidente Recep Tayyip Erdogan, divulgaram os meios de comunicação locais.

A oposição turca denunciou "manipulações" no escrutínio e contestou uma decisão de última hora do YSK, a mais alta instância eleitoral da Turquia, que considerou como válidos os boletins de voto não marcados com o selo oficial das autoridades eleitorais.

Dez membros do YSK votaram contra a anulação da consulta pública e apenas um elemento do órgão eleitoral votou a favor, segundo noticiou o canal de televisão privado NTV.

O "Sim" ao reforço dos poderes do Presidente turco venceu o referendo de domingo com 51,4%, de acordo com uma contagem provisória divulgada pelos meios de comunicação oficiais turcos.

Numa reação à decisão do YSK, o vice-presidente do principal partido da oposição turca (CHP), Bulent Tezcan, afirmou, em declarações ao canal de televisão CNN-Turk, que a posição do órgão eleitoral poderá provocar uma "grave crise de legitimidade".

"Vamos ativar todos os meios legais", disse o representante, acrescentando que o partido vai estabelecer um plano de ação após ter consultado especialistas em Direito, encontros que estão previstos para quinta-feira.

Uma missão conjunta de observadores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) e da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa considerou que o escrutínio "não correspondeu aos padrões" europeus e sublinhou que a campanha prévia à consulta pública decorreu num "campo de jogo que não estava nivelado".

Lusa

  • Relatório pedido pelo Governo PSD-CDS já apontava falhas no SIRESP
    2:26
  • Santana Lopes rejeita responsabilidades nas falhas do SIRESP
    1:21

    Tragédia em Pedrógão Grande

    Sobre o relatório do SIRESP, António Vitorino diz que há neste momento um passa culpas entre entidades que só vai contribuir para aumentar o receio das populações perante os incêndios. Pedro Santana Lopes, que era primeiro-ministro quando foi assinado o contrato da rede de comunicações, diz que não sente responsabilidades e defende que o importante é perceber o que há de errado com o SIRESP.

  • Chef russo aconselha bife tártaro aos jogadores portugueses
    1:29