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Prisão perpétua para mulher que aterrorizou e agrediu a neta durante mais de um ano

AP Images

Uma norte-americana foi condenada a três sentenças de prisão perpétua, depois de aterrorizar e agredir a neta, durante mais de um ano. A avó chegou a mascarar-se de bruxa para agredir a criança, obrigou-a a dormir na rua com os cães e até usou alicates para magoar a menina de 7 anos. O crime aconteceu em 2014 em Oklahoma, nos Estados Unidos da América.

Geneva Robinson foi acusada pelos crimes de abuso infantil e negligência, por ter criado um ambiente de horror para a neta, na casa que partilhava com os restantes netos e o namorado de 33 anos.

Segundo o The Independent, o Ministério Público chegou mesmo a descrever o caso como a "casa de horrores".

A mulher de 51 anos abusou da criança durante mais de um ano, agredindo-a e queimando-a com cigarros. A avó chegou mesmo a vestir-se de bruxa para assustar a menina de 7 anos, como mostra um vídeo revelado pelo Ministério Público de Oklahoma.

As imagens podem impressionar as pessoas mais sensíveis.

Com as mãos pintadas de verde e vestida com um longo manto preto, Geneva Robinson aparece no vídeo a agarrar na criança pelo pescoço e a arrastá-la no chão. A certa altura, a "bruxa" chega mesmo a dizer que vai comer a menina.

Joshua Granger - o namorado de 33 anos - foi também condenado a 30 anos de prisão, pelo seu papel ao facilitar as agressões. No vídeo, é possível ver o homem a ajudar a avó.

Contudo, a avó não ficou por aqui. Geneva Robinson obrigou a criança a dormir na rua com os cães, chicoteou-a e "beliscou-a" com alicates. No relatório apresentado pelo Ministério Público, a criança terá confessado às autoridades que a avó colocava uma máscara e prendia-a constantemente na garagem, com uma trela de cão.

O caso foi levado a julgamento, onde a avó declarou-se culpada dos crimes de que era acusada. Três anos depois, a mulher recebeu três sentenças de prisão perpétua.

"O que ela fez foi horrível e terá para sempre um impacto nesta criança e nos seus irmãos", disse a assistente do Ministério Público, citada pelo The Independent. "Ela merece a mesma compaixão que mostrou pela criança, ou seja, nenhuma."

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