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Tribunal da ONU rejeita pedido de Kiev para impedir apoio russo aos rebeldes

Cruza-se a fronteira, chegamos à Europa e são cada vez menos as diferenças. A Ucrânia foi, este ano, um dos principais palcos de protestos pró e anti-Rússia.

© Gleb Garanich / Reuters

O rejeitou esta quarta-feira o pedido da Ucrânia de medidas para impedir o apoio russo aos rebeldes no leste do país, mas impôs medidas para controlar a discriminação, por Moscovo, de minorias étnicas na Crimeia.

O tribunal das Nações Unidas afirmou também esta quarta-feira que espera que Moscovo e Kiev trabalhem juntos para implementar os acordos de Minsk, desenhados para pacificar o leste da Ucrânia, envolvido num conflito.

No mês passado, a Ucrânia acusou a Rússia de "apoiar o terrorismo" perante o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), a quem pediu medidas para que Moscovo deixe de financiar as milícias que atuam no leste do país e para que pare a discriminação contra minorias étnicas na Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. Os advogados da Rússia rejeitaram as acusações.

A sentença desta quarta-feira é uma decisão preliminar que visa preservar os direitos da Ucrânia enquanto o caso principal, que poderá demorar anos, prossegue no tribunal.

O TIJ foi criado em 1945 para regular disputas entre países. As forças ucranianas têm vindo a combater os separatistas pró-russos do leste do país desde abril de 2014, um conflito que já matou mais de 9.800 pessoas.

O conflito entre o Governo ucraniano, pró-europeu, e os separatistas começou um mês depois da anexação da península da Crimeia por parte da Rússia.

Os russos entraram na Crimeia após a chegada ao poder dos pró-europeus, em finais de 2013, afastando o então Presidente pró-russo, Viktor Ianukovitch.

Lusa

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