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ONU ameaça Coreia do Norte com sanções após acordo da Rússia

Reuters Staff

O Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução por unanimidade em que condena o último lançamento de um míssil pela Coreia do Norte, ameaçando desta vez o regime comunista com sanções e não apenas com "medidas suplementares", como em resoluções anteriores. Seul, Tóquio e Washington vão reunir-se a 25 de abril em Tóquio para analisar as últimas ações do regime de Kim Jong-un.

Os 15 países membros condenaram por uninimidade "o comportamento altamente destabilizador e o desafio flagrante e provocatório (de Pyongyang) ao Conselho de Segurança ao lançar este míssil balístico violando as suas obrigações internacionais", lê-se no comunicado de imprensa.

"As atividades ilegais de mísseis" nucleares e balísticos da Coreia do Norte "aumentam consideravlemente a tensão tanto na região como no exterior", refere o órgão executivo da ONU.

A resolução menciona explicitamente "sanções" enquanto textos precedentes apenas falam de "medidas suplementares" contra a Coreia do Norte.

O texto foi validado após a inclusão, a pedido da Rússia, da necessidade de se encontrar uma solução "através do diálogo". Um primeiro projeto de resolução tinha sido bloqueado por Moscovo, mas não por Pequim, maior aliado de Pyongyang.

O Conselho de Segurança da ONU reúne novamente a 28 de abril sobre a Coreia do Norte.

Seul, Tóquio e Washington discutem programa nuclear norte-coreano a 25 de abril

Os representantes da Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos nas negociações para a desnuclearização da península coreana vão reunir-se a 25 de abril em Tóquio para analisar as últimas ações do regime de Kim Jong-un.

O sul-coreano Kim Hong-kyun, o japonês Kenji Kanasugi e o norte-americano Joseph Yun vão participar no encontro, segundo anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Seul num comunicado, estando também prevista a participação do chefe da diplomacia sul-coreana, Yun Byung-se.

O grupo vai analisar os últimos testes de armamento de Pyongyang e coordenar uma resposta conjunta, explica o texto.

Esta é a segunda reunião trilateral deste tipo desde que o Presidente norte-americano Donald Trump chegou ao poder no passado dia 20 de janeiro.

O encontro acontece num momento de especial tensão na península coreana perante as alusões de Washington sobre um possível ataque preventivo contra Pyongyang em respostas aos seus contínuos testes de armamento.

O último destes testes aconteceu no passado domingo, quando a Coreia do Norte, que no dia anterior tinha exibido num desfile militar novos projeteis, alegadamente intercontinentais, lançou sem êxito o que aparentou ser um míssil de médio alcance.

A este cenário junta-se a possibilidade de o regime de Kim Jong-un realizar uma nova detonação atómica subterrânea nos próximos dias depois de as últimas fotografias tiradas por satélites do centro de testes nucleares de Punggye-ri mostrarem que todo está pronto para a sua realização.

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