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Tortura de homossexuais na Chechénia terá causado pelo menos três mortos

A denúncia da Aministia Internacional sobre perseguição e tortura de homossexuais na Chechénia tem levado à organização de diversos protestos em vários pontos do mundo.

Carlos Jasso/ Reuters

Cerca de 100 homossexuais terão sido raptados e torturados na república da Chechénia, no sul da Rússia. A Amnistia Internacional que tem alertado para este caso de alegada violação de diretos humanos avança agora que pelo menos três vítimas terão morrido na sequência dos maus tratos por parte das autoridades.

O Governo da Chechénia não admite a existência de "gays" no seu território e organizou uma operação dirigida a este grupo da sociedade que considera indesejável. "Remoção preventiva", assim foi designada a operação policial que terá jà levado à detenção de cerca de uma centena de indivíduos.

A Amnistia Internacional cita o Novaya Gazeta, que denunciou as detenções, bem como a realização de uma ação coordenada contras homens homossexuais que terão sido torturados, supostamente para que denunciassem outros indivíduos "gays". O jornal independente russo noticiou também a morte de pelo menos três dos detidos.

"Os crimes de honra" continuam a ser praticados com frequência na Chechénia. Também no seio das próprias famílias, um homem que pelo facto de ser homossexual se considera estar a trair "a honra da família", poderá ser morto por outro familiar e este crime é facilmente encoberto pelas próprias autoridades.

Entre as iniciativas desenvolvidas pela Amnistia Internacional para alertar a comunidade internacional para este caso, inclui-se uma petição dirigida aos responsáveis da Chechénia.

Carlos Jasso/ Reuters

A denúncia deste caso levou à realização de vários protestos e manifestações em diversos pontos do mundo, incluindo Lisboa. Centenas de pessoas concentraram-se esta terça-feira junto à embaixada da Rússia para contestar a "perseguição a homossexuais" na Chechénia e exigir às autoridades portuguesas uma "pressão internacional e diplomática" para exigir o respeito pelos direitos humanos.

O Kremlin já rejeitou estas notícias. "Essas informações não se confirmam", declarou esta quinta-feira o porta-voz Dmitri Peskov, depois de um encontro entre o Presidente russo Vladimir Putin e Ramzan Kadyrov, governador da Chechénia, república russa do Cáucaso de maioria muçulmana.

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