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Um terço dos austríacos acredita que o nazismo teve coisas boas e más

Yannis Behrakis

Um terço dos austríacos acredita que o nazismo teve coisas tanto boas como más e quatro em dez opinaram que se deve deixar de debater o Holocausto judaico, segundo uma sondagem que foi recentemente divulgada.

Realizada pelo instituto de estudos sociais SORA, a sondagem analisou a consciência histórica dos austríacos sobre o nazismo e as suas atitudes diante do autoritarismo e da democracia.

Pouco mais da metade (52%) dos 1.000 entrevistados considerou que o regime nacional-socialista (que ocorreu na Áustria entre 1938 e 1945 sob o regime de Adolf Hitler) havia trazido somente ou maioritariamente coisas negativas, enquanto 34% oscilou num leque que vai desde coisas boas e más a principalmente boas.

O resto dos entrevistados disseram não saber ou não quiseram responder.

A atitude condescendente perante o nazismo está especialmente presente entre os maiores de 66 anos (cerca de 44%).

A visão do nazismo é especialmente negativa entre os universitários (86%) e vai suavizando conforme a descida do nível educativo.

Ainda que metade dos entrevistados esteja completamente ou muito de acordo que os austríacos foram responsáveis "pelo destino" dos judeus entre 1938 e 1945, cerca de 40% opinou que se deveria encerrar já o debate sobre a II Guerra Mundial e o Holocausto.

A pesquisa também abordou como avaliam os austríacos a democracia no país.

A democracia, para 78% dos entrevistados, apesar dos seus problemas, é a melhor forma de Governo.

Entretanto, somente 45% repudia absolutamente a abordagem de "um líder forte que não tenha que se preocupar com o Parlamento e eleições".

Em geral, o grau de satisfação (total ou elevada) com o funcionamento da democracia na Áustria caiu 12 pontos nos últimos dez anos. Também cresceu neste período a sensação geral de insegurança.

Lusa

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