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Amnistia exige libertação de mais de 120 jornalistas presos na Turquia

Fabrizio Bensch/ Reuters

A Amnistia Internacional (AI) exigiu hoje, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a libertação de mais de 120 jornalistas presos na Turquia e convocou protestos em várias cidades em todo o mundo.

Mais de 250 mil pessoas assinaram uma petição online lançada na internet pela AI em fevereiro em apoio à iniciativa "O jornalismo não é um crime" e "liberdade para os media turcos", para denunciar a repressão contra a liberdade de expressão no país.


A AI contabiliza o número de jornalistas detidos em 120, mas a Plataforma para o Jornalismo Independente (P24), com sede em Istambul, indica que há 163 jornalistas presos na Turquia e a maioria foi detida após a tentativa fracassada de golpe de Estado no dia 15 de julho do ano passado.


No primeiro trimestre de 2017, 38 jornalistas foram presos no país, detalha, por outro lado, um relatório sobre a liberdade de imprensa do diário digital Bianet.


Ao abrigo do estado de emergência, imposto no passado dia 20 de julho, depois da tentativa golpista, pelo menos 156 meios de comunicação foram fechados e mais de 2.500 jornalistas e trabalhadores de meios de comunicação perderam o emprego.


"Uma grande quantidade de jornalistas independentes na Turquia é colocada atrás das grades, detida durante meses infindáveis sem acusação nem julgamento, ou enfrenta processos com base em vagas leis antiterroristas", afirmou Salil Shety, secretário-geral da AI, citado pela agência Efe.


Foram detidos jornalistas e acusados de "delitos de terrorismo por causa de publicações que partilharam no Twitter, por caricaturas que desenharam ou por opiniões que expressaram", acrescentou Shety.


A Amnistia denuncia as condições a que estão expostos os jornalistas detidos ao abrigo do estado de emergência: privação de acesso a um advogado durante dias, largos períodos de detenção preventiva e acusações sem provas evidentes de que tenham cometido qualquer crime.


A Turquia está no lugar 151.º de entre 180 países incluídos no índice de liberdade de imprensa dos Repórteres sem Fronteiras (RSF) de 2016.

Lusa

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