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Gás lacrimogéneo usado nos confrontos entre polícia e manifestantes anti-Maduro

Carlos Garcia Rawlins / Reuters

As forças de segurança da Venezuela usaram ontem gás lacrimogéneo para dispersar o protesto de estudantes na Universidade Central da Venezuela, em Caracas. O Ministério Público venezuelano divulgou ontem o balanço oficial das vítimas nos protestos que estão a decorrer desde abril: 35 mortos, 717 feridos e 152 detidos.

Pelo menos 35 pessoas morreram e 717 ficaram feridas nos protestos que estão a decorrer, desde abril, na Venezuela, informou o Ministério Público (MP) venezuelano. As autoridades detiveram "152 pessoas", na sequência das manifestações contra o Governo da Venezuela, acrescentou em comunicado, precisando que os registos foram atualizadas até quinta-feira.

"Das 35 mortes, 18 ocorreram na área metropolitana de Caracas, seis em Carabobo, cinco em Lara, duas em Mérida, duas em Miranda, um em Barinas e um em Táchira", indicou.

O MP venezuelano indicou que entre as vítimas mortais contam-se quatro adolescentes, um funcionário da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) e outro da polícia do Estado de Carabobo.

Os feridos "ascendem a 717 pessoas, das quais 357 foram reportadas por factos relacionados com delitos comuns, 329 por direitos fundamentais e 31 por proteção integral à família", referiu.

O documento sublinhou terem sido realizados "ensaios balísticos" para averiguar se projetéis e materiais de controlo de manifestações, atualmente a serem usados pelas forças de segurança, podem causar "danos físicos".

O objetivo é emitir recomendações de segurança sobre o uso seguro daqueles materiais, indicou.

"O MP lamenta profundamente a morte destes cidadãos e ratifica o compromisso de atuar em conformidade com a Constituição da República Bolivariana da Venezuela e as leis para estabelecer responsabilidades", concluiu, reiterando os apelos "à tolerância e ao diálogo".

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