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Mobilização mundial pede fim de apoios a empresas de combustíveis fósseis

Organizações de vários países, incluindo Portugal, colaboram numa mobilização global para exigir aos governos e instituições que deixem de investir nas empresas responsáveis pelas alterações climáticas, como a indústria dos combustíveis fósseis.

A Mobilização Global pelo Desinvestimento nos Combustíveis Fósseis, que se inicia hoje e decorre até 13 de maio, pretende "intensificar o pedido aos cidadãos e instituições para que desinvistam nas empresas mais responsáveis por causarem as alterações climáticas", refere a organização internacional 350.org que promove a iniciativa.

No 'site' da organização, pode ler-se o apelo à participação de todos para pressionar a mudança de políticas e o desinvestimento em combustíveis fósseis, numa altura em que várias comunidades de diversas regiões do mundo já são afetadas pelos efeitos das alterações climáticas, nomeadamente fenómenos extremos, de calor ou frio, chuva ou seca.

Milhares de pessoas em todo o mundo "vão agir para pressionar" governos, autoridades locais, universidades, entidades religiosas, bancos e instituições culturais para que "cortem as ligações financeiras" às empresas produtoras de combustíveis fósseis, salienta a 350.org.

A Quercus é uma das associações portuguesas que se juntam à Mobilização Global e alerta hoje, em comunicado, que, "se é errado destruir o planeta, também é errado lucrar com essa destruição".

Os cidadãos e associações são convidados a organizar e registar no 'site' oficial da mobilização a sua própria ação pelo desinvestimento e a replicar os conteúdos multimédia nas redes sociais.

Aproveitando o facto de a iniciativa coincidir com a visita do papa Francisco a Portugal, a Fátima, a 12 e 13 de maio, os ambientalistas portugueses lançam um apelo ao Vaticano para que subscreva aquela mensagem.

As alterações climáticas têm merecido a atenção do papa Francisco que, em junho de 2015, publicou uma encíclica sobre o tema, questionando o modelo de desenvolvimento económico atual assim como o fascínio pelo dinheiro e pela tecnologia.

Partindo do conhecimento dos crescentes impactos das alterações climáticas, da relação entre o aumento de emissões de gases com efeito de estufa, como o dióxido de carbono e o metano, e o aquecimento global do planeta, a Quercus "reitera ser urgente travar o investimento nos combustíveis fósseis, como o petróleo, o carvão e o gás natural".

Este processo "será muito mais lento se não pararmos de financiar as indústrias poluentes", salientam os ambientalistas.

Apesar de ter assinado o Acordo de Paris, que reúne mais de 190 países no objetivo de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, e de ter marcado a meta de ser um país neutro em carbono em 2050, Portugal tem contratos para prospeção de petróleo e gás natural na sua costa, o que tem suscitado as críticas dos ambientalistas.

Lusa

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