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ONU preocupada com ataque contra índios no Brasil

Um polícia aponta a sua arma a um indígena, durante uma manifestação contra a violação dos direitos dos índios, em Brasília, Brasil.

Gregg Newton

A ONU disse na quinta-feira estar preocupada com o "grave" ataque levado a cabo por proprietários de terras contra os índios da tribo Gamela, que ocupavam terrenos no Estado do Maranhão, no nordeste do Brasil.

Os ataques, levados a cabo por um grupo de 200 homens ligados aos agricultores locais, munidos de machados e armas de fogo, causaram 13 feridos.

"A ONU no Brasil está preocupada depois de ter recebido o relatório sobre esse ataque (...) em Viana, no Maranhão, uma região conhecida por conflitos sobre demarcação de terras", informou em comunicado o escritório das Nações Unidas no Brasil.

"As Nações Unidas exigem que as autoridades conduzam o inquérito com rigor e façam prova de tolerância zero face (...) à gravidade da violência contra os índios e à impunidade dos seus agressores", acrescenta o comunicado.

Um representante da polícia de Viana, Jorge Pacheco, disse na quinta-feira à Globo que os resultados preliminares da investigação mostram que "houve agressões das duas partes e que ambas tinham armas".

O ministro da Justiça brasileiro, Osmar Serraglio, prometeu na quarta-feira lançar o processo de delimitação das terras.

Os índios da tribo Gamela afirmam que as terras, sobre as quais há um litígio, lhes foram doadas no período colonial, mas que eles foram expulsos a partir dos anos 1970 na sequência da expansão agrícola.

Desde 2015 têm vindo a ocupar novamente centenas de terras, o que deu lugar a confrontos com os produtores. Nesse ano, pelo menos 137 índios foram assassinados no Brasil, elevando a 891 o número de mortos desde 2003, segundo dados do Conselho Indigenista Missionário.

Lusa

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