sicnot

Perfil

Mundo

Bioengenheiros criam nos EUA tecidos ósseos com medula funcional para transplantes

Sergio Perez

Bioengenheiros da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, criaram tecidos ósseos que podem fornecer nova medula a doentes que necessitam de transplantes, revela um estudo feito com ratos e publicado esta segunda-feira na revista PNAS.

A equipa desenvolveu tecidos ósseos com medula óssea funcional que foram preenchidos com células de dadores e implantados sob a pele dos roedores doentes.

As células de dadores sobreviveram pelo menos durante seis meses e deram aos ratos novas células sanguíneas.

Segundo o primeiro autor do estudo, Yu-Ru Shih, o trabalho realizado poderá contribuir para desenvolver melhores tratamentos para as doenças não cancerígenas da medula óssea, como a anemia aplástica (produção insuficiente de células sanguíneas na medula óssea).

Atualmente, antes de receberem um transplante de medula óssea, os doentes são submetidos a radiação, por vezes combinada com medicamentos, para que as suas células estaminais que ainda existam sejam eliminadas.

Este pré-tratamento visa melhorar o sucesso do transplante pela libertação de espaço na medula, permitindo que as células do dador sobrevivam e cresçam sem competir com as células do doente.

Contudo, este tratamento causa, muitas vezes, efeitos adversos como náuseas, fadiga ou infertilidade.

Num comunicado, a Universidade da Califórnia realça que os resultados do estudo são significativos, uma vez que a medula implantada é funcional, as células dadoras podem crescer e sobreviver durante longos períodos de tempo na presença de células hospedeiras e as células hospedeiras e dadoras podem circular entre a medula implantada e o sangue do hospedeiro através da rede de vasos sanguíneos formada no tecido ósseo implantado.

O grupo de bioengenheiros criou implantes que imitam a estrutura dos ossos longos do corpo, constituídos por um compartimento externo, de osso, e um interno, de medula.

Os implantes são feitos de hidrogel (gel composto por água) e de minerais de fosfato de cálcio.

As células estaminais (que dão origem a outras células) cultivadas nestes minerais diferenciam-se em células de formação óssea.

A medula óssea aloja células estaminais que produzem células do sangue.

Quando colocados sob a pele de ratos, os implantes amadurecem em tecidos ósseos (que têm uma rede de vasos sanguíneos) com uma medula óssea funcional que produz novas células sanguíneas.

Ao fim de um mês, os investigadores descobriram que a medula implantada nos roedores continha uma mistura de células sanguíneas do hospedeiro e do dador.

A mesma mistura foi detetada passados seis meses.

Numa outra experiência, os cientistas pegaram nas células estaminais da medula óssea implantada e transplantaram-nas num segundo grupo de ratos, cujas células estaminais foram destruídas por radiação e medicamentos, e observaram que as células transplantadas se tinham disseminado na corrente sanguínea dos roedores.

Lusa

  • Caixa multibanco assaltada em Portugal a cada dois dias
    2:43

    País

    O semanário Expresso conta que a mulher que morreu vítima de um disparo de agentes da PSP foi atingida pelas costas. O caso está a ser investigado pela PJ, que procura encaixar as peças da noite que acabou com uma morte inocente mas que começou com uma perseguição a um grupo de assaltantes de um multibanco. Assaltos que são cada vez mais comuns e que preocupam o Governo. A cada dois dias, uma caixa é assaltada.

  • Metro de Lisboa vai reduzir consumo de água

    País

    O Metro de Lisboa colocou em prática um programa para reduzir o consumo de água devido à situação de seca em Portugal, respondendo assim ao apelo do Ministério do Ambiente, segundo um comunicado divulgado este sábado.