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Governo indiano diz que rebeldes maoistas causaram 12 mil mortos

Navesh Chitrakar

Os rebeldes maoistas na Índia causaram 12 mil mortos, a maioria civis, nas últimas décadas, apesar de o movimento ter começado a perder força no ano passado, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo Governo indiano.

"Doze mil cidadãos deste país perderam a vida em ataques violentos dos extremistas da esquerda. Destas mortes, 2.700 foram de membros das forças de segurança e os outros 9.300 foram civis", disse o ministro do Interior da Índia, Rajnath Singh, numa reunião com representantes de dez estados afetados.

Em 2016, as forças de segurança mataram cerca de 150% mais maoistas do que no ano anterior e o número dos rebeldes que foram presos ou se entregaram aumentou em 47%, de acordo com o ministro.

Estes fatores levaram a uma redução das suas atividades durante os primeiros meses de 2017, quando se registaram 289 incidentes relacionados com os rebeldes maoistas, em relação aos 377 no mesmo período de 2016.

De acordo com o ministro, nos últimos anos o Governo indiano deslocou para as regiões afetadas 118 batalhões das Forças Centrais da Polícia Armada (CAPF) e outros dez corpos especiais de ação rápida, investindo mais de 152,5 milhões de dólares (139,4 milhões de euros) na luta contra os rebeldes maoistas.

Apesar da melhora da situação nos últimos meses, Singh reconheceu que o conflito maoista não pode ser solucionado imediatamente e requer políticas a curto, médio e longo prazo lideradas no âmbito regional.

A guerrilha maoista, conhecida localmente como "naxalita", nasceu de uma revolta numa aldeia no estado oriental de Bengala em 1967 e depois espalhou-se pelos estados vizinhos, como Orissa e Chhattisgarh.

Hoje, está ativa no chamado "cinturão roxo", uma faixa do território que cobre o centro e o leste da Índia.Segundo dados do Portal do Terrorismo do Sul da Ásia, 433 pessoas morreram em 2016 em ataques dos extremistas de esquerda na Índia.

Lusa

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