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O que são os fidget spinner, objetos que giram entre os dedos das crianças?

Se conhece uma criança, muito provavelmente já viu um objeto a rodar infinitamente entre os dedos. O último "grito" da moda dos recreios até tem uma história interessante e um propósito educativo.

Chama-se fidget spinner - em tradução livre, girador inquieto (no Reino Unido, a expressão "to have fidgets" corresponde à nossa "ter bicho-carpinteiro") . O nome já dá uma pista sobre a razão porque está a ser banido das salas de aula.

Mas o brinquedo, o último "grito" da moda dos recreios, tem por trás uma história interessante e um propósito educativo.

É um pequeno objeto com duas ou três pás presas no meio por um disco que as faz girar, parecido com uma ventoinha. Foi concebido para ajudar a concentração de alunos com défice de atenção.

Ao que parece, o efeito relaxante que provoca ao girar durante vários minutos conquistou a generalidade da população. E o comércio floresceu - há spinners de várias cores e diferentes materiais, alguns com luzes LED.

Como ajuda crianças com défice de atenção ou autismo

O objeto foi criado em 1990 e tem sido usado por professores e terapeutas porque ajuda os alunos a manter as mãos ocupadas e a aumentar o nível de concentração.

"Algumas crianças com défice de atenção precisam de estimulação constante", explicou à CNN a terapeuta Elaine Taylor-Klaus. O girar constante faz com que a pessoa se concentre no que se deve de facto concentrar". Muitas pessoas obtêm este resultado girando ou batendo com um lápis, enrolando papéis ou desenhando.

Juntar um "fruto proibido" a uma moda

Se uma nova moda de brinquedo já é interessante, mais fica quando esse brinquedo se torna controverso.

Correm já notícias de escolas que proíbem o uso nas salas de aula - a maioria porque o brinquedo acaba por distrair os alunos e alguns chegam a fazer barulho ao girar.

Da Austrália chega a notícia de um criança que ficou magoada num olho por causa de um fidget spinner.

Mas há também quem alegue ser um hábito bom que permitiu quebrar com o vício do telemóvel, como escreveu na Time um dos seus editores.

E, tal como todas as modas, o interesse pelo brinquedo acabará por desvanecer e talvez prevalecer o objeto com fins terapêuticos.

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