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"Ouvi vozes que me diziam para matar Donald Trump"

Michael Sandford, 20 anos, foi acusado de ser um estrangeiro ilegal na posse de uma arma de fogo e de impedir e perturbar a ordem, disse o Ministério Público de Las Vegas.

© David Becker / Reuters

O jovem britânico de 21 anos que tentou matar Donald Trump num comício em 2016 explicou que agiu depois de ter "ouvido vozes".

A 18 de junho de 2016, Michael Sandford assistia a um comício de Donald Trump em Las Vegas. Estava a poucos metros do candidato presidencial e tentou apoderar-se da arma de um polícia. Foi imediatamente detido e condenado a um ano e um dia de prisão, acusado de posse ilegal de arma e resistência às autoridades.

Saiu na passada semana em liberdade por bom comportamento na prisão e regressou ao Reino Unido, onde deu uma entrevista ao tablóide The Sun, publicada segunda-feira.

"Ouvi vozes que me diziam para matar Donald Trump", disse. "Eram cada vez mais fortes e mais frequentes. A certa altura, já eram gritos".

"Os meus amigos diziam que era preciso parar Trump, que ele iria destruir o país. Quando soube que ele ia falar em Las Vegas, decidi ir e fazer qualquer coisas pelas minhas mãos", contou.

Nessa altura Michael vivia nos EUA há cerca de um ano, com a namorada norte-americana. A mãe não conseguiu impedi-lo de ir apesar do historial de problemas mentais.

No dia antes do comício, a 17 de junho de 2016, Michael foi praticar num campo de tiro em Las Vegas. No próprio dia, foi para o local várias horas mais cedo para conseguir um bom lugar.

"As vozes diziam-me que eu deveria praticar antes de tentar matar Trump", explicou.

"Também via animais que tentavam atacar-me, via as mais variadas coisas", contou ao The Sun. "No fundo, eu sabia que algo não estava bem, mas tentava convencer-me a mim próprio que sim", confessou Michael ao jornal.

Hoje em dia diz que "tem nojo" do que fez mas está "feliz porque ninguém se magoou".

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