sicnot

Perfil

Mundo

843 prisioneiros palestinianos em greve de fome após 31 dias

Fotografias de prisioneiros palestinianos em greve de fome em manifestação de apoio

Ammar Awad / Reuters

Várias dezenas de prisioneiros palestinianos em greve de fome, que entra hoje no seu segundo mês, foram transferidos para alas especiais de prisões israelitas para maior vigilância médica, informaram os serviços prisionais de Israel.

Assaf Librati, porta-voz dos Serviços Prisionais de Israel, disse hoje que 843 prisioneiros continuam em greve de fome após 30 dias.

Presos por crimes relacionados com o conflito israelo-palestiniano, os grevistas lutam por melhores condições, incluindo mais visitas familiares. Israel recusa negociar.

Librati recusou dar pormenores sobre o organizador da greve, Marwan Barghuti, o preso mais conhecido e considerado um possível futuro líder palestiniano.

No início da semana, o advogado de Barghuti disse que o seu cliente começaria em breve a recusar água, desconhecendo-se se tal já aconteceu.

Barghuti, dirigente da Fatah (o movimento mais importante da Organização de Libertação da Palestina), está em isolamento desde o início da greve, a 17 de abril, e continua na sua cela, segundo Librati.

O porta-voz disse que desde a semana passada várias dezenas de grevistas têm sido transferidos para alas especiais das prisões com pessoal médico, um passo a meio caminho entre a cela e o hospital.

"Trata-se de cuidados muito básicos e se um médico considera que (o prisioneiro) deve ir para o hospital é feito imediatamente, numa ambulância", explicou, adiantando que dois prisioneiros foram hospitalizados.

Na Cisjordânia, foram organizados protestos contra o que é visto como indiferença da comunidade internacional face aos grevistas da fome.

Dezenas de ativistas e familiares dos presos bloquearam hoje durante duas horas a entrada de um complexo das Nações Unidas em Ramallah, capital da Cisjordânia.

"Viemos aqui para entregar uma mensagem de que a ONU precisa de desempenhar o seu papel na proteção dos nossos filhos que estão a morrer em prisões israelitas", disse Majdi Ziadeh, pai de um prisioneiro.

Lusa

  • "Estão a gozar com os portugueses, esta abordagem tem de mudar"
    6:45

    Opinião

    José Gomes Ferreira acusa as autoridades e o poder político de continuarem a abordar o problema da origem dos fogos de uma forma que considera errada. Em entrevista, no Primeiro Jornal, o diretor adjunto da SIC, considera que a causa dos fogos "é alguém querer que a floresta arda". José Gomes Ferreira sublinha que não se aprendeu com os erros e que "estão a gozar com os portugueses".

    José Gomes Ferreira

  • "Os portugueses dispensam um chefe de Governo que lhes diz que isto vai acontecer outra vez"
    6:32

    Opinião

    Perante o cenário provocado pelos incêndios, os portugueses querem um chefe de Governo que lhes diga como é que uma tragédia não volta a repetir-se e não, como disse António Costa, que não tem uma fórmula mágica para resolver o problemas dos fogos florestais. A afirmação é de Bernardo Ferrão, da SIC, que questiona ainda a autoridade da ministra da Administração Interna para ir a um centro de operações, uma vez que é contestada por toda a gente.

  • Portugal precisa de "resultados em contra-relógio, após décadas de desordenamento florestal"
    1:18
  • Jornalista que denunciou corrupção do Governo de Malta morre em explosão

    Mundo

    A jornalista Daphne Caruana Galizia, que acusou o Governo de Malta de corrupção, morreu esta segunda-feira, numa explosão de carro. O ataque acontece duas semanas depois de a jornalista maltesa recorrer à polícia, para dizer que estava a receber ameaças de morte. A morte acontece quatro meses após a vitória do Partido Trabalhista de Joseph Muscat, nas eleições antecipadas pelo primeiro-ministro, após as alegações da jornalista, que o ligavam a si e à sua mulher ao escândalo dos Panama Papers. O casal negou as acusações de que teriam usado uma offshore para esconder pagamentos do Governo do Azerbaijão.