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EUA denunciam na ONU "violência" e "opressão" do regime venezuelano

Carlos Eduardo Ramirez

Os Estados Unidos defenderam esta quarta-feira nas Nações Unidas a necessidade de trabalhar para que o Governo venezuelano do Presidente Nicolás Maduro detenha a "violência" e a "opressão", e "restaurar a democracia ao povo".

"Na Venezuela, estamos à beira de uma crise humanitária. Manifestantes pacíficos foram feridos, presos e até mortos pelo seu próprio Governo. Os medicamentos não estão disponíveis, faltam suprimentos nos hospitais e tornou-se difícil encontrar comida", disse a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, num comunicado.

"Pelo bem dos venezuelanos e pela segurança na região, temos de trabalhar juntos para garantir que Maduro pare com esta violência e opressão, e restaure a democracia", defendeu Haley.

O pedido dos Estados Unidos será abordado hoje numa reunião fechada sobre a situação na Venezuela no Conselho de Segurança (CS) da ONU, a primeira desde o início da atual crise no país.

Os membros do Conselho receberão um relatório sobre a situação do subsecretário geral para os Assuntos Políticos das Nações Unidas, Miroslav Jenca, e trocaram informalmente opiniões sobre a questão, segundo fontes diplomáticas.

O Uruguai, que este mês preside ao CS, não espera que da reunião saia algum resultado concreto, disse aos jornalistas o representante permanente adjunto daquele país, Luis Bermúdez.

Entre as questões que serão abordadas, assinalou o responsável, estará a de introduzir ou não o caso da Venezuela como um ponto regular na agenda do Conselho de Segurança, ainda que não se espere uma decisão hoje.

Nos últimos dias, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, publicou um novo decreto a prolongar o Estado de Exceção e Emergência Económica, que vigora desde janeiro de 2016 e que permite ao executivo adotar medidas de "exceção" para garantir a ordem interna, inclusive restringindo direitos e garantias constitucionais.

O decreto surge durante uma vaga de protestos contra o Governo que se intensificou nas últimas sete semanas e já provocou a morte de 44 pessoas e causou centenas de feridos e detidos.

Lusa

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