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China protesta formalmente contra sanções dos EUA

(Arquivo)

Jason Lee

A China protestou formalmente junto dos Estados Unidos pelas novas sanções norte-americanas visando uma rede baseada no país asiático e acusada de colaborar com o Irão no âmbito do seu programa de mísseis balísticos.

"A China opõe-se sempre a sanções unilaterais, à imposição frequente de sanções unilaterais, nomeadamente quando isso afeta interesses de terceiros", declarou Hua Chunying, porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês.

Os Estados Unidos pretendem prosseguir a política de sanções contra o Irão, no quadro do acordo histórico sobre o programa nuclear de Teerão, assinado em 2015 pelo anterior Presidente norte-americano, Barack Obama, e que o atual, Donald Trump, prometeu "rasgar".

Seguindo uma linha firme, o Tesouro norte-americano anunciou simultaneamente sanções contra "responsáveis da Defesa iraniana, uma entidade iraniana e uma rede baseada na China", devido a alegadas ligações com o programa de mísseis balísticos, o que, segundo este departamento dos EUA, viola a "resolução 2231 do Conselho de Segurança das Nações Unidas".

"Nós pensamos que [este tipo de sanções] não ajudam a reforçar a confiança mútua nem os esforços internacionais para resolver o problema", segundo Hua Chunying.

O Irão também já condenou as novas sanções norte-americanas, afirmando que elas afetam "os resultados positivos" do acordo nuclear.

Lusa

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