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Jovens obesos aumentam risco de cancro do cólon

Um estudo realizado na Dinamarca e apresentado no 24.º Congresso Europeu de Obesidade, que decorre no Porto, sugere que rapazes com excesso de peso podem ter risco acrescido de cancro do cólon na idade adulta.

O estudo defende, no entanto, que "os rapazes com peso a mais que conseguirem atingir um peso saudável no início da idade adulta não parecem ter um risco mais elevado de cancro do cólon enquanto adultos".

Partindo do facto de "o cancro do cólon ser o quarto com maior incidência em adultos, com cerca de 41 mil casos diagnosticados todos os anos no Reino Unido, investigações anteriores sugerem que as crianças com excesso de peso têm maior risco de desenvolver cancro do cólon enquanto adultos", lê-se no relatório do estudo a que a agência Lusa teve acesso.

Britt Wang Jensen e Jennifer Baker, dos hospitais Frederiksberg e Bispebjerg, em Copenhaga, analisaram os registos de saúde de mais de 61 mil rapazes dinamarqueses em idade escolar entre 1939 e 1959, para investigar de que modo as mudanças no Índice de Massa Corporal (IMC) durante a infância e no início da idade adulta estão associadas ao risco de cancro do cólon.

O peso e altura dos participantes foram medidos aos sete anos e no início da idade adulta (17-26 anos), e feito o respetivo cálculo de IMC.

Estes jovens adultos foram então encaminhados para o Registo Oncológico Dinamarquês e seguidos a partir dos 40 anos de idade para identificar casos de cancros do cólon.

Durante um período médio de 25 anos desse acompanhamento, mais de 700 desses rapazes desenvolveram cancro do cólon.

As análises mostraram também que os rapazes que tinham excesso de peso aos sete anos, mas peso normal no início da idade adulta, tinham um risco de desenvolver cancro do cólon semelhante aos que mantiveram um peso saudável nesse período.

Pelo contrário, prossegue o estudo apresentado no Porto, os rapazes com excesso de peso que assim permaneceram no início da idade adulta tinham um risco de cancro do cólon duas vezes superior.

O estudo teve em consideração o nível educacional, mas não fatores de estilo de vida que podem contribuir para o risco de uma pessoa desenvolver cancro.

Lusa

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