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Repórteres sem Fronteiras exigem libertação de fotojornalista francês detido na Turquia

A organização Repórteres sem Fronteiras e 19 órgãos de comunicação social exigiram esta sexta-feira a libertação "imediata e incondicional" do fotojornalista francês Mathias Depardon, detido pelas autoridades turcas no passado dia 8 de maio.

"A sua detenção continuada é incompreensível e inaceitável, especialmente porque deveria ter sido extraditado na semana passada", referiu o secretário-geral da organização não-governamental internacional, Christophe Deloire, numa carta dirigida ao ministro do Interior turco, Suleyman Soylu.

O fotojornalista de 37 anos, residente em Istambul há seis anos, foi detido no sudoeste da Turquia quando realizava uma reportagem sobre as passagens dos rios Eufrates e Tigre para a revista National Geographic.

Mathias Depardon foi acusado de fazer propaganda para o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, guerrilha curda), uma organização considerada como terrorista pelo governo de Ancara, explicou então, em declarações à agência noticiosa espanhola EFE, o representante da RSF na Turquia no dia seguinte à detenção.

"Não é um caso isolado, dezenas de jornalistas estrangeiros foram expulsos do país desde que a luta entre o exército turco e o PKK recomeçou em julho de 2015", advertiram os signatários da missiva divulgada hoje.

É o caso de Olivier Bertrand, um repórter francês do diário 'online' Les Jours deportado em novembro de 2016, ou do italiano Gabriele Del Grande, que foi extraditado no passado dia 24 de abril após três semanas de detenção.

A Turquia ocupa a 155.ª posição no 'ranking' da liberdade de imprensa, lista que integra 180 países.

No relatório anual sobre a situação dos direitos humanos no mundo, a Amnistia Internacional advertiu que "a liberdade de expressão deteriorou-se consideravelmente ao longo do último ano" na Turquia, após a tentativa de golpe de Estado contra o governo do Presidente Recep Tayyip Erdogan, em julho de 2016.

Lusa

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