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Trump vê "enorme possibilidade" de acordo entre israelitas e palestinianos

Yuri Gripas / Reuters

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou numa entrevista publicada hoje pelo diário israelita Israel Hayom, dias antes da sua visita ao Médio Oriente, que "há uma enorme possibilidade" de ser alcançado um acordo entre israelitas e palestinianos.

"Há uma enorme possibilidade, este acordo é bom para todos.... Temos as pessoas adequadas, como David Friedman (embaixador dos Estados Unidos em Israel) e o assessor especial para os Assuntos Internacionais, Jason Greenblatt", afirmou o chefe de Estado norte-americano.

Greenblatt encontra-se atualmente na região a preparar uma visita de 28 horas, nos próximos dias 22 e 23 de maio, de Donald Trump a Jerusalém, onde se encontrará com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e a Belém, na Cisjordânia, onde se reunirá com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas.

"Esperemos que [o acordo] seja assinado antes de alguém o prever", declarou Trump, horas antes de iniciar a sua primeira viagem fora dos Estados Unidos desde que tomou posse, que o levará à Arábia Saudita, Israel, Palestina, Vaticano e Bruxelas.

Em relação à eventual deslocação da embaixada dos Estados Unidos em Israel para Jerusalém, descartou a possibilidade de vir a verificar-se no curto prazo. "Temos coisas mais importantes para fazer. Falaremos sobre isso no futuro", afirmou.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse no início desta semana que a mudança da embaixada norte-americana de Telavive para Jerusalém "não prejudica o processo de paz, pelo contrário", após ser conhecido que os EUA estão a estudar os eventuais impactos.

"Mudar a embaixada faria avançar [o processo de paz entre Israel e a Palestina] , ao corrigir uma injustiça histórica e destruir a fantasia palestiniana de que Jerusalém não é a capital de Israel", considerou Netanyahu em comunicado divulgado no passado domingo.

Os palestinianos não só se opõem a esta decisão, como querem que Jerusalém Oriental, anexada por Israel em 1967 e atualmente sob seu domínio, seja a capital de um futuro Estado palestiniano.

A maioria dos países, incluindo os Estados Unidos, mantém as respetivas embaixadas em Telavive.

A preparação desta visita oficial de Trump gerou uma grande polémica em torno do estatuto de Jerusalém, sendo que Trump será o primeiro inquilino da Casa Branca a visitar o Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado do judaísmo, que se encontra na Cidade Velha de Jerusalém, na parte oriental ocupada.

Até agora, os presidentes norte-americanos em exercício tinham evitado esta rota, em alinhamento com a restante comunidade internacional, que não legitima a soberania de Israel sobre esta parte da cidade.

Trump optou, neste contexto, por transmitir um sinal dúbio: visitará o Muro, mas a título privado, não sendo acompanhado por representantes políticos israelitas.

Lusa

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