sicnot

Perfil

Mundo

Papa pede defesa do direito de participação das mulheres em toda a sociedade

Andrew Medichini / AP

O Papa Francisco pediu hoje que seja defendido e protegido, se necessário por meios legais, o direito das mulheres a participar em todas a áreas da sociedade.

O pontífice fez este discurso ao receber os participantes da assembleia plenária Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso que debateu o tema "o papel da mulher na educação para a fraternidade universal".

Na sua intervenção, o Papa disse que, infelizmente, a figura da mulher como educadora para a fraternidade universal não é reconhecida e que muitos dos males que afligem o mundo atingem as mulheres na sua dignidade e no seu papel.

Jorge Bergoglio defendeu, assim, uma aposta em oportunidades para uma presença feminina mais incisiva em todos os campos.

"Quando as mulheres têm a possibilidade de transmitir os seus dons à comunidade, a sociedade fica transformada de forma positiva", explicou, adiantando que o aumento da presença das mulheres é um processo benéfico na vida social, económica e política local, nacional e internacional assim como ao nível eclesiástico.

Relativamente ao diálogo inter-religioso, o Papa refere que as mulheres o assumem muito mais que os homens e de forma completa.

O Papa advertiu que a contribuição das mulheres não tem que se limitar "a argumentos femininos" e a "encontros só de mulheres" porque, defende, "o diálogo é um caminho que mulheres e homens devem percorrer juntos".

Francisco também lamentou o facto de as mulheres e crianças serem vítimas cada vez mais frequentes "da violência cega" que as impede de se desenvolverem, juntamente com o homem, na sua missão educadora de forma serena e eficaz.

Lusa

  • Atacantes de Barcelona "não estão a caminho da nossa fronteira"
    7:00

    Ataque em Barcelona

    O diretor da Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária esteve esta sexta-feira no Jornal da Noite para falar sobre o duplo atentado em Espanha. Luís Neves diz que o nível de ameaça em Portugal, perante os ataques, não foi alterado porque "não se detectou que tenha existido informação que possa colocar o nosso território em perigo".