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Macron vota sob forte atenção popular e mediática

Macron vota sob forte atenção popular e mediática

Mais de 47 milhões de eleitores votam este domingo, em França, para a primeira volta das eleições legislativas. As sondagens dão a vitória ao movimento "A República Em Marcha", do recém-eleito Presidente, Emmanuel Macron, que procura uma maioria absoluta na Assembleia para governar.

O Presidente de França, Emmanuel Macron, votou hoje na cidade de Le Touquet para a primeira volta das legislativas, atraindo forte atenção popular e mediática, tal como aconteceu nas eleições presidenciais.

Acompanhado pela mulher Brigitte, o chefe de Estado, eleito no passado 7 de maio, exerceu o seu direito de voto pouco antes das 12:00 locais (11:00 em Lisboa).

O casal votou em Le Touquet, zona balneária e turística muito concorrida pelas suas praias próximas de Paris, onde tem uma casa de férias e em torno da qual foi montado um perímetro de segurança.

Várias centenas de pessoas aguardavam Macron e Brigitte à saída de casa e junto à assembleia de voto, onde chegaram de carro.

Macron e a mulher chegaram no sábado à tarde à localidade de Le Touquet, onde os meios de comunicação social apanharam o Presidente a passear de bicicleta.

Está previsto que o chefe de Estado francês regresse depois do almoço a Paris, para aí acompanhar o desenvolvimento das eleições.

Depois de vencer a Presidência em 07 de maio, com 66,1% dos votos, contra os 33,9% da sua adversária da extrema-direita Marine Le Pen, as projeções apontam para uma ampla maioria para o movimento por si criado, 'A República em Marcha!'.

Eliminados na primeira volta das presidenciais, os tradicionais partidos de esquerda e direita que partilham o poder em França desde há 60 anos, temem ser hoje varridos por uma 'onda azul', a cor do movimento presidencial criado há apenas um ano.

Segundo várias projeções, o movimento República Em Marcha poderá mesmo conquistar perto de 400 deputados, muito além do limite de 289 assentos parlamentares necessário para obter a maioria absoluta.

Estas legislativas revestem-se de uma enorme importância para Emmanuel Macron, que precisa de uma sólida maioria absoluta para aplicar a sua política de reformas social-liberais: moralização de uma vida política minada por escândalos financeiros, flexibilização do código de trabalho -- correndo o risco de desencadear a ira dos sindicatos -- e redução dos défices públicos, em cumprimento das normas europeias.

As urnas abriram hoje às 08:00 (07:00 em Lisboa) em França para a primeira volta das legislativas, um mês depois da eleição do Presidente centrista Emmanuel Macron, cujo partido procura obter maioria para concretizar as reformas prometidas na campanha.

Mais de 47 milhões de franceses são chamados a escolher os 577 deputados da Assembleia Nacional (11 dos quais em representação dos franceses residentes no estrangeiro) até às 20:00 (19:00 em Lisboa), altura em que encerram as assembleias de voto e devem ser divulgadas as primeiras projeções assentes em resultados parciais.

Os candidatos que hoje não conseguirem ser eleitos com mais de 50% dos votos, passam à segunda volta, a 18 de junho, se tiverem tido, pelo menos, 12,5% dos votos dos eleitores inscritos.

Com Lusa

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