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UE condena mais de 1.500 detenções durante protestos na Rússia

A União Europeia (UE) condenou esta segunda-feira à noite as centenas de detenções de "manifestantes pacíficos" contra a corrupção na Federação Russa, entre as quais as do opositor Alexei Navalny, e exigiu a sua "libertação imediata".

Uma porta-voz do serviço diplomático da UE deplorou, em comunicado, "a detenção de centenas de manifestantes pacíficos e a violência usada pelas autoridades russas contra eles, em Moscovo, São Petersburgo e outras cidades do país".

No mesmo texto é acrescentado que a UE "espera das autoridades russas (...) que libertem imediatamente os manifestantes pacíficos e as pessoas que queriam exercer os seus direitos fundamentais".

Milhares de russos, entre os quais muitos jovens, foram hoje para as ruas protestar em dezenas de cidades, incluindo perto do Kremlin, em Moscovo, onde as forças antimotim procuraram repelir a multidão, recorrendo com frequência à matraca.

O principal opositor do Presidente Vladmir Putin, Alexei Navalny, e cerca de mil dos seus apoiantes foram interpelados.

Estas detenções "abafaram as liberdades fundamentais de expressão, associação e reunião (...) inscritas na Constituição russa", lamentou a porta-voz da UE.

Por outro lado, também hoje à noite, foi divulgada a condenação a 30 dias de prisão de Navalny, por ter incentivado a realização das manifestações não autorizadas de hoje, indicou a sua porta-voz, através da rede social Twitter. "Sentença: 30 dias", escreveu Kira Iarmych.

Navalny, de 41 anos, que ganhou notoriedade pelas suas denúncias na Internet de casos de corrupção, tinha sido detido às portas da sua casa, depois de almoço.

Foi depois levado a um tribunal moscovita por recusa de obedecer às forças da ordem e violação das regras de organização de manifestações.

Um balanço divulgado ao fim do dia de hoje, feito pela organização não-governamental (ONG) OVD-Info, aponta para mais de 1.500 detidos nas várias manifestações.

Em Moscovo, a polícia deteve 823 pessoas, indicou a ONG na sua página na Internet. Já em São Petersburgo, o balanço de detidos é de 600, "mas pode aumentar", indicou à AFP um porta-voz da OVD-Info.

Nas outras cidades, o número de detidos está estimado em mais de uma centena, ainda segundo esta organização.

Lusa

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