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Putin garante que não há discriminação contra minorias sexuais na Rússia

Jose Luis Gonzalez

O Presidente russo, Vladimir Putin, assegurou que no seu país não há qualquer discriminação sexual e sublinhou que a lei contra a propaganda homossexual apenas pretende proteger os menores.

O segundo dos quatro capítulos do filme "Entrevista com Putin", novo documentário do realizador Oliver Stone, foi emitido na noite de terça-feira no canal norte-americano Showtime e será retransmitido, na televisão russa, a partir de 19 de junho.

"Não temos nenhuma limitação ou repressão por motivos sexuais. E mais, muitas pessoas declaram abertamente a sua orientação sexual não tradicional. Mantemos contacto com elas. Muitas conseguem grande sucesso nas suas carreiras profissionais e, inclusivamente, recebem prémios estatais", disse o líder do Kremlin.

Quanto à polémica lei contra a 'propaganda homossexual' entre menores, que, entre outras medidas, proíbe marchas de orgulho gay, "a sua lógica é deixar que as crianças cresçam num ambiente tranquilo, sem afetar a sua consciência", afirmou.

"Quando crescerem podem decidir livremente como viver a sua vida, incluindo a sexual. A partir do momento em que [um menor] se torna maior de idade, não há qualquer tipo de restrição", assinalou Putin.

A lei contra a 'propaganda homossexual', símbolo da homofobia na Rússia, foi promovida por políticos que se declaram religiosos, como o deputado Serguéi Milónov, que afirmou que os homossexuais são pessoas "com tendência para o vício e o pecado".

Putin falou, também, ao realizador norte-americano sobre os motivos pelos quais a Rússia é um "Estado tradicional autoritário".

"Durante quase mil anos, o nosso Estado construiu-se como uma monarquia. Após a revolução de 1971, os comunistas chegaram ao poder e Estaline colocou-se à frente do Estado. Só no início dos anos 1990 se deram acontecimentos que iniciaram uma nova etapa de desenvolvimento da Rússia", afirmou.

Lusa

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