sicnot

Perfil

Mundo

Putin diz que sanções do Ocidente tornaram a Rússia mais forte

POOL New

A Rússia saiu da recessão, apesar de continuarem as sanções do Ocidente, afirmou esta quinta-feira o Presidente Vladimir Putin, acrescentado que as restrições forçaram o país a "mudar a mentalidade" para reduzir a sua dependência das exportações de energia.

Falando durante um programa transmitido ao vivo para todo o país, Vladimir Putin lamentou a decisão do Senado norte-americano, na quarta-feira, de impor novas sanções, como reflexo dos esforços do Ocidente para "conter" a Rússia, mas sublinhou que as medidas apenas tornaram o país mais forte.

O Senado liderado pelos republicanos votou na quarta-feira a punição de Moscovo, por ter interferido nas eleições de 2016, aprovando um amplo pacote de sanções que visam setores-chave da economia russa e indivíduos que levaram a cabo ataques cibernéticos.

O projeto de lei do Senado acompanha várias outras sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia sobre a anexação da Península da Crimeia da Ucrânia pela Rússia, e o seu apoio aos insurgentes pró-Rússia no leste da Ucrânia.

Putin alega que a Rússia não fez nada para justificar a ação do Senado, afirmando ser reveladora da política do Ocidente para conter a Rússia e refletir a luta interna nos Estados Unidos.

"É evidência de uma contínua luta política interna nos EUA", afirmou.

Vladimir Putin disse que as sanções deram à Rússia um incentivo para se libertar da dependência das exportações de petróleo e de gás, e "mudar os cérebros e os talentos" para desenvolver outras indústrias, destacando que a eletrónica, as indústrias aeroespaciais e a agricultura foram impulsionadas.

A Rússia respondeu às sanções dos Estados Unidos e da União Europeia, com um bloqueio à maioria das importações de alimentos do Ocidente, uma medida que ajudou a aumentar a produção agrícola russa, frisou.

Os agricultores russos pediram ao Kremlin que mantenha a proibição das importações, mesmo que o Ocidente levante as sanções, mas Vladimir Putin respondeu que, se os parceiros levantarem as sanções contra a economia russa, esta responderá da mesma forma.

O líder russo afirmou que a "crise acabou", apontando para o modesto crescimento económico dos últimos nove meses, para a baixa inflação e o aumento das reservas cambiais.

Vladimir Putin disse ainda que a queda dos preços do petróleo teve um peso maior na desaceleração económica da Rússia do que as sanções.

Reconhecendo que a economia russa ainda não abandonou a sua dependência das exportações de matérias-primas, salientou, contudo, que as exportações não-energéticas estão a crescer.

Putin reconheceu também que os rendimentos das pessoas caíram e que 13,5% dos russos vivem agora abaixo do limiar da pobreza, equivalente a 170 dólares norte-americanos por mês.

A maioria das perguntas, durante o encenado programa ao vivo, foram sobre salários baixos, habitação precária, falta de cuidados de saúde e outros problemas sociais.

Como no passado, Putin repreendeu as autoridades locais por não terem prestado a devida atenção às pessoas, e ordenou que corrigissem rapidamente as falhas.

Mesmo antes de o programa terminar, as autoridades locais apressaram-se a indicar que os problemas estão a ser investigados.

Putin também desvendou um pouco da sua resguardada vida privada, revelando que tem dois netos cuja privacidade quer respeitar.

Putin, que em 2013 anunciou na televisão estatal que se estava a divorciar da mulher, tem duas filhas com idades a rondar os 30 anos, que não são vistas em público há anos e que se tornaram tema de rumores.

Uma das filhas foi apontada como responsável por um lucrativo projeto de construção de uma comunidade semelhante a Silicon Valley, sob a proteção da Universidade Estatal de Moscovo.

Vladimir Putin disse ainda que as duas filhas vivem em Moscovo, e "trabalham nas áreas da ciência e da educação".

Revelou ainda que um dos seus netos vai para o pré-escolar e o outro, um rapaz, acabou de nascer, mas adiantou que não quer dar mais pormenores sobre a família, para não prejudicar a sua privacidade.

Lusa

  • O dia que roubou dezenas de vidas em Pedrógrão Grande
    3:47
  • Morreu Miguel Beleza

    País

    Miguel Beleza, economista e antigo ministro das Finanças, morreu esta quinta-feira de paragem cardio-respiratória aos 67 anos.

  • "Estamos a ficar sem espaço. Está na hora de explorar outros sistemas solares"

    Mundo

    O físico e cientista britânico Stephen Hawking revelou alguns dos seus desejos para um novo plano de expansão espacial. Hawking está em Trondheim, na Noruega, para participar no Starmus Festival que promove a cultura científica. E foi lá que o físico admitiu que a população mundial está a ficar sem espaço na Terra e que "os únicos lugares disponíveis para irmos estão noutros planetas, noutros universos".

    SIC

  • Não posso usar calções... visto saias

    Mundo

    Perante a proibição de usar calções no emprego, um grupo de motoristas franceses adotou uma nova moda para combater o calor. Os trabalhadores decidiram trocar as calças por saias, visto que a peça de roupa é permitida no uniforme da empresa para a qual trabalham.

  • De refugiada a modelo: a história de Mari Malek

    Mundo

    Mari Malek chegou aos Estados Unidos da América quando era ainda uma criança. Chegada do Sudão do Sul, a menina era uma refugiada à procura de um futuro melhor, num país que não era o seu. Agora, anos depois, Mari Malek é modelo, DJ e atriz, e vive em Nova Iorque. Fundou uma organização sediada no país onde nasceu voltada para as crianças que passam por dificuldade, como também ela passou.