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Passos Coelho presta homenagem a "estadista admirável" Helmut Kohl

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, prestou homenagem ao "estadista admirável" que foi Helmut Kohl, que esta sexta-feira morreu aos 87 anos, destacando o seu papel como "marcante chanceler alemão" e como "um dos refundadores da Europa".

Numa nota enviada pelo PSD à imprensa, Passos Coelho recordou Kohl como "o grande maestro da reunificação alemã", até contra os que "o quiseram convencer da indesejabilidade ou até da impossibilidade da tarefa".

"O sucesso de hoje da integração da Alemanha de Leste na RFA foi antecipado por ele, mas não por muitos dos seus contemporâneos dentro e fora da Alemanha", refere o presidente do PSD, salietando que "Kohl não foi muito estimado pelas elites, talvez porque tivesse sido sempre fiel às suas raízes populares".

"Recusou-se sempre ser uma criatura do marketing político ou da propaganda vulgar populista. O povo alemão recompensou-o com a maior longevidade política da história democrática da Alemanha. Nunca vacilaria nos seus valores políticos, nem nunca se equivocou com o perigo e perversidade dos totalitarismos", acrescentou Passos Coelho.

O líder do PSD destacou também o papel do antigo chanceler alemão como "um dos refundadores da Europa".

"Juntamente com a França, com quem aprofundou notavelmente os laços, com particular simbolismo no encontro de Verdun com o Presidente francês de então, François Mitterrand, Kohl foi o refundador de Maastricht e do Euro e da preparação para a adesão das jovens democracias do leste europeu. Dificilmente poderíamos encontrar legado mais profundo", salientou, manifestando as condolências do PSD "à família de Helmut Kohl, à CDU e a todo o povo alemão pela perda sofrida hoje".

"Mas, como portugueses e europeus, prestamos igualmente a nossa homenagem ao estadista admirável que hoje partiu", sublinhou.

O ex-chanceler alemão Helmut Kohl, o "pai" da reunificação alemã, morreu hoje aos 87 anos na sua casa de Ludwigshafen, sudoeste do país. Helmut Kohl, o dirigente político germânico que mais tempo governou a República Federal, com quatro legislaturas, foi o artífice da reunificação alemã, após a queda do Muro de Berlim em 1989.

Estava afastado da vida pública desde 2008 e remetido a uma cadeira de rodas, após a queda numas escadas que lhe provocou um traumatismo cranioencefálico.

Kohl emergiu na política nacional alemã em 1976, quando se tornou no chefe da oposição e conquistou a chancelaria em 1982, após garantir a aprovação de uma moção de censura contra o então chefe do executivo, o social-democrata Helmut Schmidt.

Um ano depois foi confirmado pelas urnas no posto de chanceler, e manteve-se no cargo até 1998, quando foi derrotado pelo social-democrata Gerhard Schröder, que pela primeira vez se aliou aos Verdes para recuperar o governo da Alemanha.

Lusa

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