sicnot

Perfil

Mundo

Armas de fogo mataram 19 crianças por dia nos Estados Unidos

Disparos de armas de fogo mataram ou provocaram ferimentos a pelo menos 19 crianças, diariamente entre 2002 e 2014, nos Estados Unidos, afetando sobretudo rapazes afro-americanos, de acordo com um estudo governamental.

Os dados que foram analisados referem-se ao período entre 2002 e 2014, nos Estados Unidos, e confirmam as conclusões de outras pesquisas sobre o assunto sublinhando, de acordo com os investigadores, que a violência armada abriu uma "crise que afeta a saúde pública".

O relatório do Centers for Disease Control and Prevention (CDC, na sigla oficial), publicado hoje na revista norte-americana Pediatrics, estuda o envolvimento de crianças e adolescentes até aos 17 anos de idade com armas de fogo e analisa as certidões de óbito e relatórios de emergência médica.

O documento concluiu que, no período estudado, registaram-se 1.300 mortes por ano e cerca de seis mil ferimentos provocados por armas de fogo em atos quase sempre intencionais.

Assim, o relatório indica que morreram duas em cada 100 mil crianças, nos Estados Unidos, sendo que a proporção é o dobro no caso das crianças afro-americanas.

Por outro lado, todos os anos, oito em cada 100 mil crianças ficaram feridas ao serem atingidas por disparos.A maior parte das mortes em causa são homicídios e suicídios e os ferimentos ocorreram na sequência de assaltos à mão armada. O número de suicídios com armas de fogo aumentou no período entre 2007 e 2014 (de 325 para 532).

A taxa de suicídios aumentou 60 por cento no mesmo período sendo que um terço das crianças e jovens que se mataram com armas de fogo sofriam de depressão ou experiências "de crise" incluindo problemas na escola ou o rompimento de relações sentimentais.

O estudo refere também que, no período entre 2007 e 2014, o número de homicídios diminuiu de 1.038 para 699, correspondendo a uma baixa de 36 por cento.

As mortes por acidente por armas de fogo entre crianças ocorreram durante brincadeiras e por disparos não intencionais.No caso das mortes, cerca de 40 por cento do grupo com menos de dez anos foi atingida por disparos por acidente efetuados pela própria criança que manuseava a arma.

O estudo nota que as mortes por disparos acidentais não são devidamente notificados junto das autoridades, facto que já tinha sido noticiado pela Associated Press e pelo jornal USA Today.

Os dois órgãos de comunicação social tinham publicado dados que indicavam que, nos primeiros seis meses de 2016, houve uma média de um caso por dia de menores de dez anos atingidos acidentalmente por armas de fogo, disparadas pelas próprias ou por outras crianças ou mesmo adultos.

Os dados são superiores às estatísticas fornecidas pelas autoridades federais norte-americanas, no mesmo período de 2016. O Congresso dos Estados Unidos tinha proibido o CDC do uso de fundos federais em campanhas de controlo de uso de armas de fogo. A porta-voz do CDC, Courtney Lenard, disse que a diretiva do Congresso não proibia a instituição de efetuar uma pesquisa sobre saúde pública e a violência provocada por armas e que, por isso, a agência decidiu concluir o relatório.

"O relatório sobre saúde pública é fundamental para o entendimento do problema e para o desenvolvimento de soluções com caráter científico" disse a coordenadora do estudo, Katherine Fowler do CDC.

Um editorial que acompanha o estudo publicado hoje refere que o relatório é importante para os médicos que queiram abordar a problemática das armas de fogo junto dos pais das crianças e, sobretudo, com aqueles que mantêm guardam armamento em casa.

Lusa

  • Ministra emocionou-se no Parlamento
    2:26

    Tragédia em Pedrógão Grande

    A ministra da Administração Interna disse esta quarta-feira no Parlamento que está, desde a primeira hora, a recolher, analisar e cruzar todos os dados do incêndio de Pedrógão Grande. Constança Urbano de Sousa emocionou-se diante dos deputados e admitiu que tem ainda muitas dúvidas sobre o que aconteceu. Foi pedido um estudo independente ao funcionamento do sistema de comunicações de emergência e uma auditoria à Secretaria-Geral da Administração Interna, a entidade gestora do SIRESP. A ministra explicou porquê.

  • "O que mais tem havido nesta altura são respostas precipitadas"
    7:21

    Opinião

    Foi um "debate contido" o de hoje, no Parlamento, sobretudo no frente-a-frente entre António Costa e Passos Coelho, na opinião de Bernardo Ferrão. O subdiretor de informação da SIC sublinha uma declaração "mortal" do primeiro-ministro, quando este disse que "ninguém quer respostas precipitadas". Por outro lado, a comissão técnica independente pedida pelo PSD pode virar-se contra o próprio partido.

    Bernardo Ferrão

  • NotPetya: Lourenço Medeiros explica o novo ciberataque global
    2:44

    Mundo

    A Ucrânia está a ser seriamente afetada por um novo ataque informático. Algumas empresas de grande dimensão estão a ser prejudicadas, agravando a dimensão global do ataque, o qual não parece ser dirigido a ninguém em concreto. Ontem, nas primeiras horas do ataque, não parava de crescer o número de vítimas.

  • Caricaturas de Trump invadem capital do Irão

    Mundo

    O Irão está a organizar um concurso internacional de caricaturas do Presidente norte-americano Donald Trump. Pelas ruas de Teerão já vão surgindo algumas imagens alusivas ao festival que vai realizar-se no próximo mês de julho.

  • De onde vem o dinheiro de Isabel II?

    Mundo

    A rainha Isabel II vai ser aumentada - pelo exercício das suas funções -, em 2018, para 82,2 milhões de libras (93,5 milhões de euros). Este valor é pago pelo Estado britânico. Contudo, esta não é a única fonte de rendimento da rainha de Inglaterra. Isabel II também recebe pelas terras, casas e empresas que tem espalhadas pelo Reino Unido.

  • Companhia aérea obriga deficiente físico a entrar no avião sem ajuda

    Mundo

    Um homem com uma deficiência física que o obriga a andar numa cadeira de rodas foi obrigado a subir sozinho as escadas de um avião da companhia aérea Vanilla Air. Hideto Kijima deparou-se com a situação quando estava a embarcar da ilha de Amami para Osaka, no Japão, com vários amigos que foram proibidos de o ajudar.