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Pelo menos 126 migrantes desaparecidos após naufrágio no Mediterrâneo 

Pelo menos 126 migrantes estão desaparecidos após o naufrágio da embarcação em que seguiam, ao largo da Líbia, declarou um porta-voz da Organização Internacional para as Migrações (OIM), citando o relato de sobreviventes.

Segundo estes últimos, cerca de 130 migrantes, entre os quais muitos sudaneses, embarcaram na quinta-feira na Líbia num barco pneumático que naufragou ao fim de algumas horas de navegação.


Apenas quatro pessoas, dois sudaneses e dois nigerianos, foram resgatados ilesos por pescadores líbios, precisou Flavio Di Giacomo, porta-voz da OIM. Algumas horas depois de terem partido da costa líbia, o bote foi intercetado por traficantes que roubaram o motor.


"Muito rapidamente, o barco já sobrelotado começou a meter água até que se afundou", descreveu Di Giacomo, citando o relato feito pelos dois sobreviventes sudaneses com quem a OIM conseguiu entrar em contacto.


Os quatro sobreviventes salvos por pescadores líbios não foram, contudo, levados de volta à costa líbia, mas confiados a outra embarcação que também transportava migrantes e que encontraram na sua rota, contou ainda o porta-voz da OIM.


Di Giacomo precisou que a sua organização conseguiu confirmar o relato dos quatro sobreviventes confrontando-o com o que foi feito por migrantes que se encontravam no segundo barco, que foi, por sua vez, socorrido graças à intervenção da guarda costeira italiana, tendo todos os migrantes sido transportados para a Sicília, para Palermo, a cujo porto chegaram hoje, juntamente com mais 1.000 pessoas socorridas nos últimos dias.


A OIM, presente em todas as chegadas de migrantes a um porto italiano, pôde então falar com os dois sobreviventes sudaneses que lhe deram conta desta nova tragédia ocorrida no Mediterrâneo.


Cerca de 1828 pessoas morreram desde janeiro de 2017 ao tentar atravessar o Mediterrâneo em busca de um futuro melhor, segundo o mais recente balanço desta agência especializada das Nações Unidas.


No total, são mais de 65.000 as pessoas, entre as quais milhares de mulheres e crianças, que já desembarcaram desde o início deste ano na costa italiana.

Lusa

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