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Um morto a tiro durante repressão a opositores em Caracas

Um jovem de 17 anos morreu, depois de oficiais das forças de segurança atacarem, a tiros, uma manifestação da oposição, em Altamira, Chacao, no leste de Caracas.

A morte, que eleva para 75 o número de vítimas desde 1 de abril durante os protestos da oposição contra o regime de Nicolás Maduro, foi confirmada pelo alcaide de Chacao, Ramón Muchacho, na sua conta do Twitter.


"Com profunda dor confirmamos a morte de outro jovem venezuelano. Fabián Urbina, de 17 anos, morreu com uma bala no peito. Condenamos a violência, em especial o uso de armas de fogo para reprimir cidadãos que exercem o direito constitucional a manifestar-se pacificamente", escreveu Ramón Muchacho.


O alcaide recordou às autoridades que "os cidadãos têm direito a manifestar-se pacificamente e sem armas" e que a Constituição venezuelana "proíbe o uso de armas de fogo e substâncias tóxicas no controlo de manifestações pacíficas" e que a lei regula "a atuação dos corpos policiais e de segurança no controlo da ordem pública".


A imprensa local dá conta de que três funcionários da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar) dispararam pelo menos dez tiros contra os manifestantes, deixando ainda pelo menos outros quatro cidadãos feridos por arma de fogo.


Por outro lado, pelo menos outras cinco pessoas foram socorridas devido a ferimentos causados por tiros de borracha.


Na Venezuela, as manifestações a favor e contra o Presidente Nicolás Maduro intensificaram-se desde 01 de abril último, depois de o Supremo Tribunal de Justiça ter divulgado duas sentenças que limitavam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assumia as funções do parlamento.


Entre queixas sobre o aumento da repressão, os opositores manifestam-se ainda contra a convocatória de uma Assembleia Constituinte, feita a 01 de maio último pelo Presidente Nicolás Maduro.


Dados divulgados recentemente pelo ministro venezuelano de Comunicação e Informação, Ernesto Viegas, dão conta de que pelo menos 83 pessoas já morreram desde abril.


No entanto o número oficial de mortos é de 75.

Lusa

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