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HRW qualifica de "calamidade" primeiro ano de Duterte nas Filipinas

Erik de Castro

A Human Rights Watch (HRW) qualificou hoje o primeiro ano de mandato do Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, de "calamidade" para os direitos humanos devido à 'guerra' contra a droga, à qual atribuiu 7.000 mortes.

A "assassina" campanha antidroga tem "reduzido drasticamente o respeito pelos direitos básicos" nas Filipinas desde a investidura de Rodrigo Duterte em 30 de junho do ano passado, denunciou a organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos em comunicado.


A HRW apontou que, segundo dados oficiais, entre as vítimas da campanha contra a droga figuram 3.116 supostos toxicodependentes e traficantes abatidos pelas forças de segurança depois de alegadamente terem oferecido resistência durante as operações.


A ONG atribuiu as restantes mortes a ações de civis ou grupos de vigilantes, apoiadas na impunidade oferecida por Duterte. A maioria destes casos foi oficialmente classificada como "homicídios sob investigação".


A HRW também culpou o Governo pela perseguição de que são alvo os que se mostram críticos da campanha antidroga, citando o exemplo da senadora Leila de Lima.


Em paralelo, a cruzada contra as drogas "tem agravado as já deploráveis condições das instalações penitenciárias", de acordo com a HRW.


As prisões das Filipinas, cuja capacidade é de 20.399 pessoas, acolhem atualmente 132.000 reclusos, segundo dados oficiais, com a sobrelotação a ser atribuída pela ONG ao aumento de detenções relacionadas com crimes de droga.


Rodrigo Duterte cumpre na sexta-feira um ano de mandato, durante o qual foi alvo de várias denúncias por violações dos direitos humanos, apesar de manter uma elevada popularidade nas Filipinas, com uma taxa de aprovação próxima dos 80%.


O Presidente filipino prometeu 'limpar' o país dos traficantes e consumidores de estupefacientes, considerando que as drogas, particularmente a metanfetamina conhecida localmente como 'shabu', estão a destruir as novas gerações das Filipinas.


Desde que Rodrigo Duterte chegou ao poder, os delitos relacionados com droga diminuíram 30%, de acordo com as autoridades.
Mais de um 1,2 milhões de traficantes e toxicodependentes entregaram-se à polícia e mais de 65.000 suspeitos foram detidos, acrescentaram.

Lusa

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