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Dois jornalistas mortos pelo Daesh no norte do Iraque

PETER DEJONG

Dois jornalistas de uma estação de televisão iraquiana foram mortos pelo grupo extremista Daesh numa aldeia a sul de Mossul, na região norte do Iraque. A informação foi confirmada pelo canal onde trabalhavam os dois repórteres e por um porta-voz do Ministério do Interior iraquiano.

O canal de televisão Houna Salaheddine não precisou a data da morte dos dois repórteres.

Informações recentes divulgadas por responsáveis militares indicaram que os 'jihadistas' do Daesh tinham entrado na aldeia de Imam Gharbi no início desta semana e que as forças iraquianas estavam a tentar expulsá-los daquela localidade.

"O nosso colega Harb Hazza al-Douleimi, correspondente do canal Houna Salaheddine, e Soudad al-Douri, repórter de imagem, morreram como mártires" em Imam Gharbi, indicou a estação televisiva num comunicado.

De acordo com o órgão de comunicação social, um terceiro jornalista do canal continua impossibilitado de sair daquela aldeia.

As forças iraquianas também não conseguiram recolher os corpos dos jornalistas mortos.

Um porta-voz do Ministério do Interior iraquiano, brigadeiro-general Saad Maan, confirmou igualmente a morte dos dois jornalistas.

O representante também indicou que outros jornalistas permanecem retidos numa casa em Imam Gharbi, juntamente com forças policiais locais.

Elementos das forças de segurança iraquianas estão a tentar aproximar-se do local para resgatar os jornalistas, mas a missão está a ser dificultada pelos combatentes extremistas, nomeadamente por atiradores furtivos do Daesh.

Em junho, dois jornalistas franceses e o seu tradutor iraquiano morreram numa explosão de uma mina em Mossul, onde as forças iraquianas estão envolvidas na derradeira etapa de uma ofensiva para tentar expulsar o Daesh, que assumiu o controlo daquela cidade iraquiana - considerada como o último grande reduto urbano 'jihadista' no Iraque - em 2014.

Um outro jornalista francês ficou ferido no incidente.Os extremistas do Daeshconquistaram em 2014 vastas áreas a norte e a oeste da capital iraquiana, Bagdad, mas as forças iraquianas, apoiadas por uma coligação militar internacional liderada pelos Estados Unidos, têm conseguido gradualmente reconquistar uma grande parte dos territórios.

Em três anos, o Daesh perdeu 60% do território que ocupava e 80% dos rendimentos, segundo um estudo do centro de análise IHS Markit, publicado recentemente em Londres.

O território do "califado" proclamado em junho de 2014 em partes do Iraque e da Síria passou de cerca de 90.000 quilómetros quadrados em janeiro de 2015 para 36.200 quilómetros quadrados em junho de 2017, segundo o mesmo estudo.

Com Lusa

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