sicnot

Perfil

Mundo

Investigação à interferência russa nas eleições dos EUA pode chegar a traição

J. Scott Applewhite

O senador democrata Tim Kaine disse esta terça-feira que a investigação à eventual interferência russa nas eleições presidenciais de 2016 está a "ir além" de possível obstrução à Justiça e pode chegar a algo que "potencialmente é traição".

Kaine, que integrou, como candidato à vice-presidência, a candidatura de Hillary Clinton à Presidência dos EUA em 2016, comentou assim as recentes revelações sobre a intenção do filho mais velho do Presidente Donald Trump - Donald Trump Jr. -, de obter informação prejudicial para Clinton através de uma advogada do governo russo.

"A investigação ainda não provou nada, mas agora estamos além da obstrução à Justiça, em termos do que se está a investigar", afirmou Kaine á comunicação social.

"Isto está a converter-se em perjúrio, declarações falsas e inclusive potencialmente traição", acrescentou.

Por seu lado, o senador republicano e também ex-candidato presidencial John McCain considerou que já são demasiadas as informações e os indícios relacionados com a ingerência russa nas eleições presidenciais, insistindo que este último episódio também deve ser investigado.

O seu correligionário, Lyndsay Graham, qualificou as mensagens de Trump Jr. como "alarmantes".

Este novo desenvolvimento prejudica os esforços dos republicanos para avançar com a agenda política do multimilionário no Congresso, a começar desde logo pela revogação e substituição da lei de cobertura de saúde, o designado ObamaCare.

Trump Jr. divulgou a série de e-mails para combinar o encontro em que lhe foram prometidas informações prejudiciais a Hillary Clinton, nos quais escreve: "Se é isso que diz, adoro".

O filho mais velho de Trump divulgou hoje na rede social Twitter as mensagens de correio eletrónico que trocou com Rob Goldstone, promotor musical, para combinar um encontro com a advogada russa Natalia Veselnitskaya, em junho de 2016, durante a campanha presidencial.

Os e-mails mostram que foi dito a Donald Trump Jr. que o governo russo tinha informações que podiam "incriminar" a candidata do Partido Democrata, relativamente aos seus contactos com a Rússia.

Nos e-mails, transcritos pelo jornal New York Times, Goldstone diz a Trump Jr. que "o procurador da Rússia" se ofereceu para "fornecer à campanha de Trump documentos oficiais e informações que incriminam Hillary e as suas relações com a Rússia e que seriam muito úteis ao seu pai".

Goldstone acrescenta: "Esta é obviamente informação de muito alto nível e sensível, mas é parte do apoio da Rússia e do seu governo ao senhor Trump".

"Se é isso que diz, adoro", respondeu Trump Jr.

Lusa

  • Filho de Trump divulga e-mails com proposta russa de informações sobre Clinton

    Mundo

    O filho mais velho de Donald Trump divulgou a série de e-mails para combinar o encontro em que lhe foram prometidas informações prejudiciais a Hillary Clinton, nos quais escreve: "Se é isso que diz, adoro". Donald Trump Júnior divulgou esta terça-feira na rede social Twitter as mensagens de correio eletrónico que trocou com Rob Goldstone, promotor musical, para combinar um encontro com a advogada russa Natalia Veselnitskaya, em junho de 2016, durante a campanha presidencial.

  • Trump volta a garantir que não tentou interferir na investigação do FBI
    0:17

    Mundo

    O Presidente dos EUA reitera que não tentou interferir na investigação do FBI em relação às alegadas interferências da Rússia nas eleições presidenciais. Questionado sobre as gravações das conversas que manteve com o ex-diretor da polícia de investigação, James Comey, Donald Trump prometeu esclarecimentos num futuro breve.

  • Famílias das vítimas de Pedrógão criam associação para apurar responsabilidades
    2:13
  • Polícias ameaçam com protestos no arranque do campeonato
    1:24

    País

    Os agentes da PSP ameaçam boicotar a presença nos jogos do campeonato da Primeira e Segunda ligas que começam em 15 dias. Os agentes colocam em causa o atual modelo de policiamento no futebol, que faz com que muitos dos profissionais da PSP trabalhem sem remuneração em dia de folga.

  • 700 milhões para armamento e equipamento militar
    1:16

    País

    Portugal vai investir nos próximos anos 700 milhões de euros em armas e equipamento militar. Segundo a imprensa de hoje, o objetivo é colocar algumas áreas das Forças Armadas a um nível similar ao dos outros aliados da NATO. É o maior volume de programas de aquisição dos últimos anos e parte das verbas vão beneficiar a indústria portuguesa que fabrica aviões, navios-patrulha, rádios e sistemas de comando e controlo.

  • Princesa Diana morreu há 20 anos. Filhos falam pela 1ª vez da intimidade
    1:15