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Descobertas novas 38 valas comuns na República Democrática do Congo

Robert Carrubba

O número de valas comuns localizadas na República Democrática do Congo (RD Congo), na província de Kasai (centro), aumentou para 80, após a descoberta naquela região de 38 novos locais com corpos enterrados, divulgou esta quarta-feira a ONU.

A informação foi divulgada pela Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO).

Uma equipa das Nações Unidas, juntamente com membros dos serviços jurídicos militares da RD Congo, deslocou-se às zonas de Kamonia e Diboko, na província de Kasai, para iniciar uma investigação sobre a vaga de violência que foi conduzida em 2016 naquele território pela milícia Kamuina Nsapu.

Pelo menos 3.300 pessoas morreram e mais de 1,3 milhões foram obrigados a fugir daquela região desde agosto de 2016 devido à violência.Mais de metade dos deslocados são menores, muitos dos quais foram separados dos seus pais ou recrutados por elementos da milícia.

Cerca de 475 mil pessoas fugiram para os países vizinhos da RD Congo, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), dos quais 30 mil procuraram refúgio no norte de Angola.

Em maio passado, durante uma vaga de violência naquela região, 8 mi pessoas foram obrigadas a fugir em apenas 24 horas, relatou o Conselho para os Refugiados Norueguês, que tem elementos naquela zona.

Os civis são as principais vítimas das atrocidades, em particular aqueles que pertencem aos grupos étnicos luba e lulua.

A ONU denunciou recentemente a existência de uma nova milícia, designada Bana Mura, criada e organizada pelas autoridades de Kinshasa para apoiar as ações do exército na zona de Kasai.

No passado dia 23 de junho, o Conselho dos Direitos Humanos da ONU aprovou o envio urgente de uma equipa de peritos independentes para investigar os crimes cometidos naquela região.

Este conflito ganhou notoriedade internacional quando dois peritos estrangeiros da ONU, Zaida Catalán (nacionalidade sueca e chilena) e Michael Sharp (norte-americano), foram encontrados mortos em 28 de março na província de Kasai.

O conflito começou em agosto de 2016, quando o líder da milícia Kamuina Nsapu foi morto pelo exército e os seus seguidores insurgiram-se contra o governo e prometeram vingar a sua morte.

Lusa

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