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Comité saudita diz que jovem que usou "roupa indecente" deve ser julgada

O Comité para a Promoção da Virtude e para a Prevenção do Vício na Arábia Saudita defendeu esta segunda-feira que a jovem saudita que divulgou na Internet um vídeo em que usa na rua "roupa indecente" deve ser julgada.

Num comunicado, a instituição, que tem como missão supervisionar e aplicar os rígidos padrões morais sauditas, informou que "enviou às autoridades competentes o caso da jovem que passeava pela zona histórica de Ashkir", cidade localizada a cerca de 200 quilómetros a noroeste da capital saudita, Riade.

As imagens que estão a gerar controvérsia na Arábia Saudita, mas também nas redes sociais, mostram uma jovem a usar uma saia com o comprimento acima do joelho e uma camisa de mangas curtas, a passear sozinha na zona histórica em Ashkir.

O comité defendeu que a jovem apareceu no vídeo com roupas que "não têm em conta os princípios islâmicos e os costumes" daquele reino ultraconservador.

Na mesma nota informativa, o organismo estatal indicou que enviou uma carta ao governador da zona de Ashkir e à polícia local para que "tomem as medidas adequadas contra a jovem mulher", mas também contra quem a acompanhava e fez o vídeo.

Na Arábia Saudita, país que adota uma interpretação muito rígida do islamismo, as mulheres devem andar vestidas totalmente cobertas, da cabeça aos pés, incluindo também o rosto.

É igualmente o único país do mundo que proíbe as mulheres de conduzir.

Entre outras restrições que limitam a participação feminina na vida social e pública da Arábia Saudita, as mulheres também não podem sair do país sem a companhia do marido, de um irmão mais velho ou de um tutor.

Lusa

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