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Oposição pede que Raila Odinga seja declarado Presidente do Quénia

Thomas Mukoya / Reuters

A oposição coligada pediu hoje à Comissão Eleitoral do Quénia para declarar Presidente legítimo do país o seu líder, Raila Odinga, porque, segundo dados de uma fonte confidencial da instituição, este ultrapassou em 700.000 votos o Presidente cessante.

"Os resultados públicos - que dão a vitória a Uhuru Kenyatta - são fraudulentos e tiveram origem num ato de pirataria informática", garantiu, numa conferência de imprensa, o porta-voz da Super Aliança Nacional (NASA), Musalia Mudavadi.

De acordo com o porta-voz, uma fonte interna da Comissão Eleitoral, cuja identidade não pode revelar por motivos de segurança, transmitiu-lhes que Odinga tem, neste momento, um total de 8,4 milhões de votos, contra os 7,7 milhões de Kenyatta.

"Depois da experiência de Msando - o diretor de telecomunicações da Comissão, assassinado a 31 de julho -, temos que ser muito cuidadosos, não podemos revelar nomes de fontes", explicou.

Por tudo isto, prosseguiu, "pedimos à Comissão Eleitoral que declare formalmente Raila Odinga Presidente do país, e Kalonzo Musyoca - número dois da coligação -, vice-presidente".

Pedindo à população que mantenha a calma, Mudavadi classificou como "crítica" a atual situação e explicou que a sua coligação procedeu à entrega formal de uma carta à autoridade eleitoral com todas as anomalias detetadas.

O porta-voz da coligação da oposição queniana aproveitou também para retirar importância aos relatórios das diversas missões internacionais de observação, que hoje se pronunciaram pela transparência do processo eleitoral.

"É fácil ir a uma assembleia de voto e dizer que está tudo bem, mas não é ali que está a fraude do processo. Quantos deles (dos observadores) têm acesso ao processo de contagem?", interrogou.

Lusa

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