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Hillary Clinton lança livro sobre fracasso nas eleições

Andrew Kelly

Derrotada há dez meses nas eleições presidenciais norte-americanas, Hillary Clinton publica esta terça-feira a sua versão dos acontecimentos, em que assume a sua responsabilidade mas rejeita absolver intervenientes, como o FBI, a Rússia e os media.

No livro, intitulado "What Happened" ("O Que Aconteceu"), lançado hoje nos Estados Unidos, a antiga candidata democrata não mede as palavras sobre o sucessor de Barack Obama na Casa Branca: um "mentiroso", "sexista", indigno e incompetente.

Hillary, que cumprirá 70 anos em outubro, relata o "choque" da noite da eleição, em novembro passado, a sensação de ter sido "esvaziada" e a "tristeza" que não a abandonou por semanas.

E, depois, o regresso à vida, graças à sua família, a uma técnica de respiração alternativa... e Chardonnay.

"Não houve um dia desde 8 de novembro de 2016 em que não me questionei: Por que perdi? Às vezes tenho dificuldade em concentrar-me noutra coisa", escreve a antiga secretária de Estado de Obama, que durante um quarto de século fez questão de nunca baixar a guarda em público.

Em quase 500 páginas, assume os seus erros, mas também aponta culpados: o antigo diretor do FBI James Comey, o Governo russo, o seu rival nas primárias do Partido Democrata Bernie Sanders, os meios de comunicação e o sexismo da sociedade.

A Casa Branca já reagiu ao lançamento do livro, com a porta-voz da presidência norte-americana a comentar que o Presidente dos EUA, Donald Trump, não tem necessidade de Hillary Clinton para compreender "o que aconteceu" em 2016.

"Creio que é triste que, depois de Hillary Clinton ter feito uma das campanhas mais negativas na história e ter perdido, o último capítulo da sua vida pública se defina agora por tentar vender mais livros com ataques falsos e imprudentes", disse a porta-voz, Sarah Sanders.

A antiga primeira-dama, senadora e chefe da diplomacia norte-americana foi a primeira mulher na história dos EUA a concorrer à Casa Branca, mas garante que não voltará a tentar chegar à presidência, mas não se retira da vida política.

"Acabei com ser candidata. Mas não terminei com a política, porque literalmente acredito que o futuro do nosso país está em jogo", disse à televisão norte-americana CBS, sem precisar qual é o seu próximo passo.

Lusa

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